Benefícios da vitamina B3

Autor: 
Jennifer Brett, N.D.

A vitamina B3 existe em três formas: ácido nicotínico (também chamado de nicotinato) e niacinamida (também chamada de nicotinamida) - ambos encontrados em alimentos e suplementos; e hexaniacinato de inositol, forma disponível somente em suplementos. O ácido nicotínico e o hexaniacinato de inositol são úteis na redução dos níveis de colesterol no sangue. A niacinamida é útil para diabéticos insulino-dependentes e, também para pessoas com artrite.

Grandes doses de ácido nicotínico - de 100 mg a 1 g diariamente - são eficazes na redução dos níveis de triglicerídeos e de colesterol LDL (colesterol "ruim") alto no sangue, enquanto aumenta os níveis do colesterol HDL (colesterol "bom"). Isso torna a niacina uma ferramenta importante na prevenção ou reversão de doença cardíaca. A niacina aumenta os níveis do colesterol HDL muito mais do que a lovastatina, o medicamento usado mais freqüentemente. Embora a lovastatina diminua o colesterol LDL mais do que a niacina, esta também reduz os níveis de outra  liporpoteína, a Lp(a). Pesquisadores acreditam que os níveis elevados de Lp(a) são outro risco para a doença cardiovascular.

Quando é adicionado farelo de aveia ao uso da niacina, a maioria das pessoas obtém resultados ainda melhores. Os pacientes com rim transplantado, que geralmente apresentam níveis elevados de colesterol, também sentem os benefícios surpreendentes do consumo de niacina. Mas a niacina (assim como o ácido nicotínico), em doses superiores a 500 mg por dia, pode causar efeitos colaterais graves, como lesão no fígado, diabetes, gastrite e elevação dos níveis de ácido úrico no sangue (o que pode provocar gota). Por isso, pesquisadores e nutricionistas desenvolveram o hexaniacinato de inositol, que age como a niacina para diminuir o colesterol, mas sem os efeitos colaterais graves. As pessoas podem tomar suplementos diariamente com doses de até 3 g sem risco de hepatite ou gastrite, nem aumento do risco de diabetes ou gota.

A niacina é usada no tratamento de muitas doenças, como a diabetes dependente de insulina.
2007 Publications International, Ltd.
A niacina é usada no tratamento de muitas doenças, como o colesterol alto

Atualmente, especialistas acreditam que a diabetes também pode ser conseqüência de uma resposta auto-imune. O corpo ataca as células que produzem a insulina de seu próprio pâncreas, destruindo-as e impedindo a produção de insulina. Às vezes, a prednisona é usada para suprimir o sistema imunológico e interromper ou desacelerar esse processo. A prednisona é um medicamento esteróide que apresenta muitos efeitos colaterais indesejados, como níveis elevados de glicose no sangue. Pesquisadores relatam que a niacina, na forma de niacinamida, pode ser ainda mais eficaz e segura do que a prednisona. A niacina impede que certos fatores imunológicos destruam as células que liberam a insulina e também melhora a produção de insulina.

Vários estudos clínicos mostram grandes promessas para a niacinamida. Quando administrada no início da diabetes, aparentemente, ela ajuda a recuperar as células que produzem insulina. Os pacientes usam menos insulina porque passam mais tempo para precisar dela e apresentam melhor controle de glicose no sangue. Outros estudos associaram a niacinamida a vários medicamentos imunossupressores, mas os resultados não foram tão bons quanto o da niacina isolada. Como a niacina pode interferir na tolerância à glicose, os diabéticos não devem se auto-medicar.

A niacinamida também pode ajudar os pacientes com artrite, particularmente aqueles com osteoartrite, a forma mais comum dessa doença. Centenas de pacientes relatam melhora após o consumo de grandes doses - até 200 mg diariamente.

Alguns especialistas em cefaléia prescrevem a vitamina B3 em doses diárias de 150 mg para ajudar a tratar enxaquecas, na esperança de que os efeitos vasodilatadores da niacina ajudem a estabilizar o ciclo de dilatação-constrição dos vasos sangüíneos cerebrais.

Antigamente, pensava-se que a vitamina B3 pudesse ser benéfica para a esquizofrenia. Entretanto, os resultados do tratamento foram tão inconsistentes que a terapia com niacina não é mais usada, exceto em testes terapêuticos em pacientes internados em hospitais ou em clínicas de tratamento especializado.

As melhores fontes de vitamina B3 são os alimentos com teor elevado de proteína, como carne, ovos e amendoim. Vá para a próxima página para conhecer os alimentos ricos em niacina.

A
niacina é apenas um dos muitos nutrientes essenciais que precisam fazer
parte de sua dieta. Para obter mais informações, acesse os links a
seguir.

  • A vitamina A, ou retinol, exerce um papel importante na visão. Saiba mais em Como funciona a vitamina A.
  • A deficiência de vitamina B1, ou tiamina, resulta na doença chamada beribéri. Aprenda mais em Como funciona a vitamina B1.
  • Em Como funciona a vitamina B2,
    você saberá como a vitamina B2, ou riboflavina, trabalha com as outras
    vitaminas do complexo B a fim de metabolizar carboidratos, gorduras e
    proteínas.
  • A vitamina B5, ou ácido
    pantotênico, pode ser encontrada em todas as células vivas e em todos
    os alimentos. Saiba por que ela é importante em Como funciona a vitamina B5.
  • A
    vitamina B6 é, na verdade, um grupo de três substâncias: piridoxina,
    piridoxamina e piridoxal, que metabolizam a proteína e os aminoácidos.
    Saiba mais em Como funciona a vitamina B6.
  • A vitamina C, ou ácido ascórbico, é boa não apenas para aliviar o resfriado. Saiba mais em Como funciona a vitamina C.
  • A
    vitamina D é necessária para evitar o raquitismo e a exposição ao
    sol faz o corpo produzir seu próprio suprimento de vitamina D.
    Aprenda mais em
    Como funciona a vitamina D.

Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO
TÊM O OBJETIVO DE PROPORCIONAR ORIENTAÇÃO MÉDICA. Nem os editores de
Consumer Guide (R), Publications International, Ltda., nem o autor, nem
a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis
oriundas de tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar,
ação ou utilização de medicação resultante da leitura ou aplicação das
informações aqui contidas. A publicação dessas informações não
constitui prática de medicina, e elas não substituem a orientação de
seu médico ou de outros profissionais da área médica. Antes de se
submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar atendimento
médico ou de outro profissional da área da saúde.