Outras formas de combater vírus

Embora muitos esforços para parar um vírus ainda tenham de passar por testes de laboratório, a radiação UV já encontrou seu caminho de aplicações no mundo real. A radiação UV funciona bombardeando vírus com luz ultravioleta, a mesma luz que causa queimaduras de sol e câncer de pele (em inglês) em nós, humanos. Assim como a técnica a laser, a irradiação UV mata os vírus ao quebrar as paredes das células. Alguns sistemas de ventilação e de purificação de água usam a radiação UV para eliminar elementos patogênicos carregados pela água e pelo ar. Os pesquisadores usaram com sucesso a radiação UV para matar elementos patogênicos carregados pelos alimentos, tais como a bactéria E. coli (em inglês), sem diminuir o sabor ou a qualidade do alimento. Mas enquanto a radiação UV pode ser eficaz, ela também pode fazer com que ocorram mutações nos vírus e ainda danificar células saudáveis (isso pode ser confirmado por qualquer pessoa que tenha sofrido queimaduras de sol).

Alguns pesquisadores pretendem usar microondas para destruir os vírus, mas a técnica tem se mostrado ineficaz até agora. A água que circunda os vírus absorve a energia das microondas. O vírus não recebe energia suficiente das microondas para ser afetado, muito menos destruído.

Em agosto de 2004, um grupo de cientistas venezuelanos e americanos anunciou o desenvolvimento de compostos baseados em sais de ródio que destroem tumores e "desativam" os vírus. Esta técnica também depende da luz, usando uma frequência específica para ativar os compostos. Os cientistas vêem o tratamento como uma alternativa em potencial para a quimioterapia, porque ela não prejudica células saudáveis. Ele também poderia ser usado, assim com o laser roxo já discutido anteriormente, para esterilizar amostras de sangue.

O problema de qualquer tratamento que requeira luz é, logicamente, que dentro do corpo é escuro e geralmente difícil de acessar. Neste caso, um pesquisador sugeriu "atravessar" um cabo fino de fibra ótica pelo corpo até o local do tumor. Uma vez que a medicação e o cabo estejam no lugar, um flash de luz ativaria o composto e mataria o vírus SARS ou da gripe do frango. A empresa prevê que eles sejam usados pelos governos para proteger cidades de invasões viróticas. Máscaras poderiam ser distribuídas em hospitais para reduzir a ocorrência de "super vírus" que são difíceis de tratar. A LaamScience também está testando o revestimento aplicando-o nas camisolas hospitalares, outros artigos de vestuário e roupas brancas. Se as aplicações de revestimento se espalharem como espera a empresa, milhares de vidas poderiam ser salvas a cada ano aplicando-se o revestimento generosamente em hospitais e em filtros de sistemas de ventilação.

Na época do anúncio, os cientistas envolvidos no projeto disseram que ainda necessitavam de mais pesquisas sobre os efeitos do composto em organismos vivos e em como desenvolver terapias usando o composto.

Se usado em máscaras cirúrgicas e em vestimentas hospitalares, o revestimento da LaamScience’s poderia ajudar a reduzir drasticamente a disseminação de doenças.
Fotógrafa: Lisa F. Young | Agência: Dreamstime.com
Se usado em máscaras cirúrgicas e em vestimentas hospitalares, o revestimento da LaamScience’s poderia ajudar a reduzir drasticamente a disseminação de doenças
Parte dos vírus em tratamento vem impedindo pacientes de algum dia contraí-los. Com essa finalidade, uma empresa chamada LaamScience desenvolveu um revestimento derivado de nanotecnologia que mata vírus e bactérias e pode ser aplicado em várias superfícies, tais como uma máscara cirúrgica. O revestimento é ativado ao entrar em contato com a luz. Uma vez ativado, a área em torno da máscara torna-se tóxica aos vírus e bactérias. Uma pessoa que esteja usando uma máscara revestida ainda pode respirar normalmente e com segurança. O revestimento nunca precisa ser substituído nem reaplicado. Testes mostram que o revestimento deveria funcionar contra quase todos os vírus e bactérias.

A LaamScience está desenvolvendo máscaras que as pessoas podem usar para ficarem seguras em áreas de perigo ou em meios onde haja uma epidemia viral.

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