Introdução

Para prevenir uma infecção, há algumas coisas que você provavelmente sabe  que deve fazer: lavar as mãos, ser cuidadoso quando espirrar (em inglês), dormir bastante, não coçar os olhos (especialmente após ter tocado em seu nariz), comer muitas frutas e vegetais. Afinal de contas, um vírus de resfriado (em inglês) consegue sobreviver na nossa mão por algumas horas ou por vários dias, dependendo do material.

Os cientistas estão experimentando novas técnicas para destruir vírus, incluindo o uso de rápidas cargas de luz laser.
Fotógrafo: Sebastian Kaulitzki | Agência: Dreamstime.com
Os cientistas estão experimentando novas técnicas para destruir
vírus, incluindo o uso de rápidas cargas de luz laser
Mesmo aqueles desinfetantes de mãos que muitas pessoas usam não matam tudo. E uma vez no corpo, os vírus são difíceis de matar - os antibióticos não têm poder algum sobre eles e vacinas para a gripe e alguns outros vírus devem ser modificadas todos os anos para se adaptarem a novas versões. Felizmente, nosso sistema imunológico pode lutar contra muitos vírus, mas alguns como o Ebola (em inglês) ou mesmo a gripe, podem ser mortais. Então pode ser supresa para você saber que algo a que os vírus estão expostos o tempo todo - a luz visível - pode ser usado para matá-los.

Um estudo de Kong-Thon Tsen da Universidade Estadual do Arizona junto a pesquisadores da Universidade Johns Hopkins mostra como algumas cargas de luz visível de laser de baixa força podem matar vírus. A técnica a laser parece ter mais sucesso do que outros métodos em matar vírus, enquanto também causa menos lesões ao tecido saudável.

Em seu estudo, os cientistas detonaram um vírus com um rápido pulso de luz laser. O laser, que brilha por apenas 100 femtosegundos (um femtosegundo é um milésimo de um bilionésimo de um segundo), faz a cápside do vírus (sua proteção exterior) vibrar, danificando-a. Em essência, o vírus se torna "desativado", enquanto a área ao seu redor permanece intacta. O tratamento também não causa mutações viróticas, o que é um problema em outros tratamentos de vírus e pode levar à resistência viral.

Enquanto o tratamento ainda está em teste, ele apresenta uma gama de aplicações em potencial. Doenças graves como AIDS e hepatite (em inglês) poderiam ser detonadas com uma luz laser. Os cientistas poderiam depurar amostras de sangue retirando vírus e outros elementos patogênicos, tornando-as mais seguras para o manuseio. Os cientistas poderiam também combinar a terapia a laser com tratamentos atuais de diálise do sangue. Neste caso, o sangue seria retirado do corpo de um paciente, os lasers poderiam eliminar todos os elementos patogênicos do sangue e o sangue seria devolvido.

Testes futuros terão como foco os possíveis efeitos colaterais, embora até o momento nenhum tenha sido descoberto.

Os médicos têm limitações em se tratando de formas para lutar contra vírus, o que torna estudos como esse ainda mais empolgantes. Na próxima página, veremos mais maneiras pelas quais os cientistas tentam lutar contra vírus e impedir ao mesmo tempo que se espalhem. Vários deles usam a luz, seja para matar os vírus ou para ativar um agente.