O que é o vírus do Nilo Ocidental


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Flavivírus do Nilo Ocidental
O vírus do Nilo Ocidental é uma doença potencialmente letal disseminada pela picada de mosquitos infectados. Na maior parte da América do Norte, ele ocorre principalmente durante o final do verão e início do outono (entre julho e o meio de setembro). No inverno, a temperatura é baixa demais e a maioria das espécies de mosquitos não consegue sobreviver. Mas, em climas mais quentes, o vírus pode ser transmitido durante o ano todo.

O vírus do Nilo Ocidental pertence a um grupo de vírus causadores de doenças chamados flavivírus, disseminados por carrapatos e mosquitos. Outros flavivírus incluem a febre amarela, encefalite japonesa e dengue. Em casos muito raros, o vírus do Nilo Ocidental também foi transmitido por transfusões de sangue, transplantes de órgãos, amamentação e de mães para filhos durante a gravidez.


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Os corvos são um dos tipos de pássaros especialmente suscetíveis ao vírus do Nilo Ocidental
Os mosquitos contraem o vírus do Nilo Ocidental ao picar pássaros infectados. Sabe-se que mais de 130 espécies diferentes de pássaros já foram infectados com o Nilo Ocidental, e mais de 40 espécies de mosquito podem transportar esse vírus. O vírus circula através da corrente sangüínea do mosquito e entra em suas glândulas salivares. Depois, quando o mosquito pica uma pessoa (ou animal), ele transmite o vírus para sua corrente sangüínea.

Uma vez dentro do corpo humano, o vírus do Nilo Ocidental se multiplica e pode cruzar a barreira hemato-encefálica. Essa barreira normalmente impede que bactérias e vírus entrem no cérebro. Mas alguns vírus, incluindo o da herpes, da encefalite eqüina do leste e do Nilo Ocidental, são capazes de cruzar essa barreira. Os cientistas ainda não entendem completamente o mecanismo exato disso, mas pode ser em razão de uma substância liberada durante a resposta imunológica a esses vírus. Uma proteína de célula do sistema imunológico chamada TLR-3 reconhece o vírus do Nilo Ocidental e ativa a resposta imunológica da célula, levando à secreção de uma substância chamada TNF-alfa (Fator de Necrose Tumoral-alfa). Essa substância interrompe a barreira temporariamente, permitindo que o vírus do Nilo Ocidental escape e tenha acesso ao cérebro e ao sistema nervoso central. Sua entrada faz com que o sistema imunológico inicie uma resposta inflamatória, o que causa os sintomas mais graves da inflamação da medula espinhal e/ou do cérebro pelo vírus do Nilo Ocidental.