![]() Foto cedida por USGS Flavivírus do Nilo Ocidental |
O vírus do Nilo Ocidental pertence a um grupo de vírus causadores de doenças chamados flavivírus, disseminados por carrapatos e mosquitos. Outros flavivírus incluem a febre amarela, encefalite japonesa e dengue. Em casos muito raros, o vírus do Nilo Ocidental também foi transmitido por transfusões de sangue, transplantes de órgãos, amamentação e de mães para filhos durante a gravidez.
![]() Foto cedida por MorgueFile Os corvos são um dos tipos de pássaros especialmente suscetíveis ao vírus do Nilo Ocidental |
Uma vez dentro do corpo humano, o vírus do Nilo Ocidental se multiplica e pode cruzar a barreira hemato-encefálica. Essa barreira normalmente impede que bactérias e vírus entrem no cérebro. Mas alguns vírus, incluindo o da herpes, da encefalite eqüina do leste e do Nilo Ocidental, são capazes de cruzar essa barreira. Os cientistas ainda não entendem completamente o mecanismo exato disso, mas pode ser em razão de uma substância liberada durante a resposta imunológica a esses vírus. Uma proteína de célula do sistema imunológico chamada TLR-3 reconhece o vírus do Nilo Ocidental e ativa a resposta imunológica da célula, levando à secreção de uma substância chamada TNF-alfa (Fator de Necrose Tumoral-alfa). Essa substância interrompe a barreira temporariamente, permitindo que o vírus do Nilo Ocidental escape e tenha acesso ao cérebro e ao sistema nervoso central. Sua entrada faz com que o sistema imunológico inicie uma resposta inflamatória, o que causa os sintomas mais graves da inflamação da medula espinhal e/ou do cérebro pelo vírus do Nilo Ocidental.