O processo de redesignação de gênero ou mudança de sexo começa muito antes da cirurgia. São cinco passos: avaliação do diagnóstico, psicoterapia, experiência de vida real, terapia de hormônio e cirurgia.
Um transexual começa se consultando com um profissional de saúde mental que realiza sessões de psicoterapia e formula um diagnóstico. Para se tornar um candidato à cirurgia de redesignação de gênero, um indivíduo precisa antes ser diagnosticado com Transtorno de Identidade de Gênero (DIG). Transtornos de identidade de gênero, incluindo o transexualismo, são considerados transtornos mentais. A Classificação Internacional de Doenças-10 (ICD-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais, quarta edição (DSM-IV) consideram o transexualismo um Transtorno de identidade de gênero.

O DSM-IV divide as Transtornos de identidade de gênero em vários tipos. Transtorno de Identidade de Gênero da Infância, Transtorno de Identidade de Gênero da Adolescência ou Idade Adulta e Transtorno de Identidade de Gênero Não-especificado. Além disso, o ICD-10 apresenta cinco tipos de diagnósticos para os Transtornos de Identidade de Gênero.
De acordo com o ICD-10, os transexuais são diagnosticados quando apresentam um desejo de viver e de serem aceitos como membros do sexo oposto, juntamente com o desejo de transformar o corpo com cirurgia de redesignação de gênero e terapia hormonal. A identidade transexual deve ser persistente por pelo menos dois anos e o desejo de mudança de gênero não pode ser um sintoma de outro transtorno ou de uma anomalia dos cromossomos.
Pacientes são diagnosticados com travestismo de dupla função quando não apresentam o desejo de mudança permanente para o sexo oposto. Diagnósticos de Transtorno de Identidade de Gênero não-especificados e outros são freqüentemente utilizados para descreverem uma condição intersexual, ou seja, quando um indivíduo nasce com genitália ambígua. A genitália ambígua é um raro defeito de nascença em que os genitais da criança não são claramente masculinos ou femininos por serem mal-formados, deformados ou incluírem aspectos da genitália masculina e feminina ao mesmo tempo.
Os possíveis candidatos para a cirurgia devem trabalhar com um profissional de saúde mental para o diagnóstico. Entretanto, o profissional de saúde mental oferece aconselhamento extra sobre opções de tratamento e implicações, bem como terapias e indicações para o indivíduo, sua família e empregadores.
Após o diagnóstico, ainda restam três fases para completar o processo.
Para alguns transexuais masculinos (pessoas biologicamente nascidas mulheres em transição para homens), as fases podem começar com terapia hormonal, além de cirurgia de remoção de mamas que pode acontecer antes da experiência de vida real.
O processo completo de redesignação de gênero é extremamente
caro. Os custos variam dependendo de onde os pacientes vão fazer a cirurgia, se
eles escolheram fazer cirurgias eletivas adicionais e se eles estão
cobertos pelo plano de saúde. A redesignação de gênero masculino para feminino
custa aproximadamente US$ 37 mil enquanto que a redesignação de gênero feminino para masculino custa cerca de US$ 77 mil [fonte: SF Gate (em inglês)]. Escolher fazer a cirurgia fora dos Estados Unidos algumas vezes significa custos associados mais baixos. Clínicas da Tailândia geralmente cobram menos de US$ 10 mil [fonte: Seattle Times (em inglês)]. |
Agora que sabemos como funciona o diagnóstico dos Transtornos de Identidade de Gênero, vamos conhecer os tratamentos. Veja a próxima página para saber sobre terapia hormonal, experiência de vida real e cirurgia.