Visão geral sobre pressão alta

Do mínimo, o máximo

Com recursos da nanotecnologia, pesquisadores mineiros desenvolvem um remédio inovador contra a hipertensão – mais eficaz e com menos efeitos colaterais.

Leia mais em VEJA.com

O que você faria se soubesse que há um assassino silencioso à espreita, só esperando para atacar a próxima vítima? E pior, se soubesse que há 25% de chance de essa vítima ser você, ficaria preocupado? Faria tudo o que pode para se proteger? Claro que faria. Bem, tudo isso é verdade, e o assassino misterioso é a pressão alta.

E por que a pressão alta, também chamada de hipertensão, é tão perigosa? Cada vez que seu coração bate, ele bombeia cerca de 50 a 80 mililitros de sangue. Quando você está relaxado, ele faz isso de 60 a 80 vezes por minuto (ou mais de 100 mil vezes por dia
). Fazendo as contas, seu coração bombeia cerca de 7.500 litros de sangue para aproximadamente 96.500 quilômetros de vasos sangüíneos de seu corpo todos os dias! Se o sangue encontra qualquer resistência enquanto circula por seus vasos sangüíneos, ele faz mais força contra as paredes de suas artérias, aumentando a pressão arterial e fazendo com que seu coração tenha de bater ainda mais forte. E é por isso que a pressão alta é um fator de risco para doenças cardíacas e derrame. Ela também aumenta o risco de desenvolver problemas nos rins, olhos e sistema nervoso.

Neste artigo, vamos investigar a pressão alta e as mudanças de alimentação que você pode fazer como parte de um tratamento alternativo para controlá-la.

Pelos números

As estatísticas são claras: a pressão alta afeta aproximadamente mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Quanto maior sua pressão arterial, maior o risco de infarto, insuficiência cardíaca, derrame e doenças nos rins.

Entre os jovens, o número de homens com esse mal é maior, mas após os 65 anos de idade as mulheres são as mais afetadas. E são as mulheres que contabilizam o maior número de mortes causadas por essa doença. Na verdade, mais de um quarto das mulheres americanas adultas têm pressão alta. Após os 60 anos de idade, mais da metade delas apresenta o problema, e os índices não param de crescer conforme a idade avança, ano a ano. No Brasil, a mortalidade feminina por derrame também é bastante elevada. O controle adequado da pressão arterial é fundamental para a queda da mortalidade por derrame.

As estatísticas relativas às minorias são ainda mais assustadoras. Os afro-americanos têm uma probabilidade duas vezes maior de ter pressão alta e quatro vezes maior de morrer em razão da doença.


Verificar é preciso

Se você tem pressão alta, provavelmente pode ter hipertensão essencial. Isso simplesmente significa que os médicos não fazem idéia do que causou o problema, apesar de a hereditariedade e a idade terem boas chances de exercer influência. Uma minoria tem hipertensão secundária, o que significa que a pressão alta é sintoma de algum problema oculto, cuja solução pode curar a pressão alta. A hipertensão não tem cura. Você vai ter que se tratar continuamente, com mudanças de estilo de vida e, possivelmente, remédios.

Se a hipertensão não tem sintomas, como você vai saber que tem? É preciso verificar a pressão arterial regularmente. E lembre-se de perguntar o resultado todas as vezes, pois só assim saberá quando está saindo do padrão. É normal que a pressão arterial varie durante o dia e seja afetada por emoções, atividades e até mesmo pela alimentação. Muitas vezes, só o fato de estar no consultório médico pode aumentar um pouco sua pressão. E é por isso que é tão importante medi-la com freqüência. Mas um resultado elevado não deve ser motivo para preocupação. A pressão alta nunca é diagnosticada com base em uma única leitura.

Na próxima seção, vamos aprender o que os valores de pressão arterial realmente significam. Saber o valor da pressão arterial vai ajudá-lo a determinar quando é preciso seguir os tratamentos alternativos para ajudar a reduzir sua pressão.

Esses dados são apenas informativos e NÃO DEVEM SER CONSIDERADOS COMO CONSELHOS MÉDICOS. Os editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora não assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências decorrentes de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alterações de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados após ler ou seguir as informações contidas neste artigo. A publicação destas informações não constitui a prática de medicina,  elas não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional da saúde responsável.