Tratamentos alternativos para a intolerância à lactose

Autor: 
Betsy A. Hornick and Eric Yarnell

O leite costuma ser chamado de alimento perfeito. Mas cerca de 50 milhões de adultos nos EUA discordam. Eles sofrem de intolerância à lactose e, para eles, beber leite ou comer seus derivados cria gases, estufa o abdome e dá cãibras.

A lactose é o açúcar do leite e uma enzima chamada lactase costuma ser a responsável por quebrar a lactose no seu aparelho digestivo depois que você consome leite ou qualquer de seus derivados. Algumas pessoas, contudo, não produzem a enzima lactase em quantidade suficiente para digerir a lactose que consomem. Elas podem ter deficiência dessa enzima. Dependendo do grau de deficiência, consumir laticínios, tais como sorvete ou queijo cottage, pode disparar surtos de náusea, cãibras, isensação de estufamento, gases ou diarréia, normalmente cerca de 30 minutos depois.

Este artigo irá falar sobre os princípios básicos da intolerância à lactose e como é possível lançar mão de tratamentos alternativos para superá-la e aproveitar seus alimentos favoritos.

Testando sua tolerância
Uma maneira de determinar se você é intolerante à lactose é cortar os laticínios da sua alimentação por um tempo e perceber se os sintomas desaparecem. Se a resposta for positiva, já sabe o que isso significa. Mas também há dois exames clínicos que confirmam o diagnóstico. Um é o teste oral e o outro, mais confiável, é uma análise da quantidade de hidrogênio na respiração para verificar a absorção de lactose.

O nível de hidrogênio na sua respiração é medido após ter consumido lactose, indicando a quantidade que não foi digerida. Se quiser provas além das que pode conseguir sozinho, converse com seu médico.

A verdade sobre a lactose

Qual a sua nacionalidade ou etnia? Essas informações dão boas pistas quanto a você apresentar ou não uma deficiência de lactase. Cerca de 90% dos asiáticos, por exemplo, sofrem de intolerância à lactose em algum grau. Quase 75% dos afro-americanos, judeus, índios e mexicano-americanos adultos são intolerantes à lactose. Na verdade, a única população relativamente livre desse problema são os descendentes dos europeus do norte.

Mas a intolerância à lactose não é um problema do tipo "oito ou oitenta". É normal que o nível da lactase no trato intestinal comece a cair após os três anos de idade. O que varia muito entre as pessoas é o quão íngreme essa queda ocorre, levando aos sintomas de diarréia, cãibras e gases. A gravidade dos sintomas depende de quão baixos são os seus níveis de lactase. Em casos raros, crianças nascem sem a habilidade de produzir lactase. Para a maioria das pessoas, no entanto, a deficiência de lactase é uma condição que se desenvolve naturalmente com o passar do tempo. Muitas pessoas podem não sentir os sintomas por muito tempo.

Qualquer doença que afete as células produtoras de lactase do intestino delgado, como uma inflamação ou mesmo uma gripe, podem disparar uma deficiência temporária de lactase. Nestes casos, chama-se de deficiência secundária de lactase que costuma ser temporária. Quando a doença acabar e as células se recuperarem, voltarão a produzir a enzima. No entanto, se sofreu uma cirurgia no estômago ou no intestino, sua incapacidade de produzir lactase pode ser permanente.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa: alguém com intolerância à lactose pode ser capaz de beber um copo de leite e não sentir nada, enquanto outra com um caso mais grave pode não tolerar uma colher de leite no café sem sentir os efeitos. E a pessoa que não teve sintomas com um copo de leite pode sofrer se também comer sorvete na sobremesa, pois passou da sua capacidade de digerir lactose.

Na próxima seção, vamos ver as diferenças entre a intolerância e a alergia, além de diferentes maneiras de viver com esse problema. 

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