Uma nova abordagem pode finalmente mudar o curso das coisas. Em poucos casos experimentais, pacientes de transplante de rim também receberam transplantes de medula óssea dos seus doadores. A medula óssea produz glóbulos brancos, que têm o papel principal na proteção contra corpos estranhos. A teoria por trás dessa nova abordagem é que os glóbulos brancos da medula do doador irão se fundir com as células do receptor, permitindo que o sistema imunológico reconheça o novo órgão como parte do corpo. Os resultados dos testes iniciais são animadores. Os primeiros pacientes testados estão muito bem, sem tomar nenhum remédio imunossupressor.
Porém, os remédios ainda são o recurso mais usado e rendem bons resultados. Normalmente, uma equipe de transplante prescreve combinações específicas de remédios a pacientes a fim de alcançar o equilíbrio certo de supressão. A meta é suprimir o sistema o bastante para prevenir a rejeição, enquanto se minimizam os efeitos colaterais e o risco de infecção. Com o passar do tempo, a equipe de transplante normalmente ajusta a prescrição do remédio, ficando em sintonia com as necessidades do paciente. Em alguns casos, ele pode até ser liberado de todos os remédios conforme o corpo se adapta ao novo órgão, mas isso é extremamente raro.
Os pacientes transplantados devem vigiar a tomada de medicamentos e têm que visitar o hospital regularmente para seguir em frente com os testes. Isso vale a pena na maioria dos casos, pois os pacientes que estiveram enfermos por muitos anos devido a um órgão doente podem se sentir completamente rejuvenescidos após um transplante.
Infelizmente, milhares de pessoas não conseguem essa chance de ter uma vida nova. Na próxima seção, descobriremos por que isso acontece e daremos uma olhada em algumas possíveis soluções.