Se a equipe de transplante achar que o paciente é um bom candidato, entrará em contato com o Centro de Órgãos UNOS em Richmond, Virgínia, para colocar o paciente na lista de espera nacional. Os atendentes do Centro de Órgãos registram todas as informações relevantes sobre o paciente, incluindo a condição física, o tipo sangüíneo, os tipos de tecidos e a idade. Essas informações são colocadas no banco de dados nacional.
Quando um órgão fica disponível (quando um doador de órgãos tem morte cerebral diagnosticada em um hospital), a organização local de aquisição de órgãos (OPO) levanta todas as informações relevantes sobre o doador e insere esses dados em um programa mantido pelo Centro de Órgãos UNOS. Baseados nos critérios estabelecidos pela diretoria da UNOS, o programa gera uma lista de classificação dos receptores em potencial. Esses critérios envolvem diversos fatores, incluindo compatibilidade física entre o doador e o receptor, a saúde do receptor e há quanto tempo ele está esperando por um órgão. O propósito dos critérios é escolher da melhor maneira possível um receptor que seja compatível e que tenha uma boa chance de se recuperar, levando-se em conta quem está na fila há mais tempo.
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A OPO entra em contato imediatamente com a equipe de transplante da primeira pessoa da lista. A equipe registra todas as informações do doador e toma a decisão de aceitar ou não o órgão, podendo optar por recusá-lo se achar que o doador e o receptor não são compatíveis o suficiente ou se o órgão for insatisfatório. Por exemplo, o doador pode ser muito maior ou mais velho do que o receptor em potencial, tornando o órgão inadequado, ou então o doador sofreu problemas de saúde que danificaram o órgão. A equipe de transplante pode, ainda, recusar o órgão se o receptor estiver doente ou ainda não esteja preparado para cirurgia. Se o órgão for recusado, a OPO passará para o próximo nome na lista.
Na maioria dos casos, a OPO procura por receptores nas regiões próximas, não havendo compatibilidade no local, procurará em uma região do UNOS (existem 11 regiões em todo o país). Se ainda assim não houver compatibilidade, a OPO oferecerá o órgão para a pessoa que estiver em primeiro lugar na lista nacional. A intenção é minimizar o tempo de transporte do órgão e encorajar as doações, oferecendo aos doadores uma chance de ajudar sua comunidade local.
Quando uma equipe de transplante aceita o órgão, tudo acontece muito rápido. A equipe avisa rapidamente o receptor para ir ao hospital a fim de se se preparar para a cirurgia. Enquanto isso, outra equipe é despachada para remover os órgãos do doador. Na próxima seção, veremos o que acontece nos procedimentos cirúrgicos.