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por Elizabeth Eden, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

O segundo estágio do trabalho de parto

O segundo estágio é quando ocorre o momento mais importante. Os sentimentos de amor pelo seu bebezinho - e alívio - serão inacreditáveis. O segundo estágio varia de 15 min a 3 h ou mais.

Quando o colo do útero está completamente dilatado, aquelas sensações intensas e sem controle podem diminuir. As contrações geralmente ficam mais espaçadas, podendo haver até um intervalo curto entre elas, isso é mais provável de acontecer com as mães de primeira viagem. Sempre é ótimo ouvir que o colo do útero está totalmente dilatado e que você pode começar a empurrar quando achar que dá.

Durante o segundo estágio, você terá que prender a respiração ou respirar lentamente, enquanto faz força, semelhante a que você faz para evacuar, porém, muito mais intensa, e soltar o assoalho pélvico, relaxando os músculos na região ao redor da vagina. Esse último é o mais importante, pois se deixar o assoalho pélvico tenso, o nascimento do bebê ficará mais difícil - e machucará muito mais do que se estivesse solto.

No segundo estágio, ocorre uma mudança nas contrações. O que acompanha a maioria das contrações é uma necessidade reflexiva de forçar ou gemer, chamada de necessidade de empurrar, que vai e vem de três a cinco vezes por contração. A combinação de contrações uterinas e os seus esforços de expulsão empurram o bebê para mais perto da saída. É um trabalho árduo e muito doloroso, mas também é um momento excitante, com muita alegria e elogios pelo seu esforço. A maioria das mulheres acha que tem força para continuar fazendo.

A melhor maneira de empurrar é fazê-lo somente quando seu corpo pedir - apenas quando sentir aquela necessidade de empurrar. Dessa maneira, você não precisará prender a respiração por tanto tempo a ponto de você ou o bebê receber pouco oxigênio. A seguir, descreveremos uma rotina que muitas mulheres usam durante as contrações do segundo estágio.
  1. Antes da contração, respire fundo e jogue o corpo para frente, se estiver inclinada, deitada de lado, de cócoras ou sentada em uma cadeira de parto.

  2. Respire como o fez nas contrações do primeiro estágio.

  3. Quando sentir aquela vontade de empurrar (não há como não saber), gema ou prenda a respiração e faça força para baixo. Talvez alguém tenha que lembrá-la, de vez em quando, de relaxar o assoalho pélvico. A necessidade de empurrar desaparece em segundos. Respire novamente até que essa necessidade recomece. Repita essa rotina até que a contração termine.

  4. Relaxe ou mude de posição entre as contrações.

Posições para o segundo estágio

Técnicas de relaxamento são elementos importantes de um trabalho de parto bem sucedido.
2006 Publications International, Ltda.
Técnicas de relaxamento são elementos
importantes de um trabalho
de parto bem sucedido


A não ser que o bebê nasça logo, você tem bastante tempo para mudar de posição. Muitos educadores sobre partos incentivam as mulheres a aprenderem a sentar de cócoras confortavelmente antes do trabalho de parto, pois essa posição é muito útil para o segundo estágio. Ao se agachar, você dá ao bebê mais espaço para sair pela pelve do que se estivesse em outras posições. Sentar em uma comadre pode ajudar, se você tiver dificuldade para relaxar o assoalho pélvico.

Deitar de lado é uma boa posição se o bebê estiver quase nascendo, se você tiver dor na hemorróida ou se tiver que deitar por qualquer outro motivo. Ficar sobre as mãos e os joelhos pode ajudar se o bebê for grande ou se sentir diminuição dos batimentos cardíacos durante as contrações. A posição semi-sentada é boa porque, além de ter visão do médico, você pode ver o bebê saindo. Essa posição também é boa para o médico.

A posição de litotomia, em que a mulher deita de costas e apóia as pernas nos estribos, costumava ser a forma usada para todas as mulheres darem à luz. A maioria delas não gostava dessa posição. Somando a objeção das mulheres ao fato de que, às vezes, provocava diminuição dos batimentos cardíacos do bebê, além de outros problemas para a mãe, ela deixou de ser usada como uma posição de rotina na maioria dos partos. Outros profissionais continuam usando a posição, particularmente com partos com anestesia e partos assistidos com fórceps ou extração a vácuo.

Você pode utilizar várias posições durante o segundo estágio, mas a posição para o nascimento do bebê deve ser a semi-sentada ou a deitada de lado. Converse antes com seu médico sobre as posições do segundo estágio.

O momento do nascimento

Você sabe quando a cabecinha do bebê aparece. Você tem uma sensação de dilatação ou queimação na vagina. Esse é um momento intenso e emocionante. Como sabe que o bebê está quase chegando, pode ser que queira forçar o máximo que puder para ajudá-lo a sair completamente. Entretanto, isso não deve ser feito, pois um empurrão repentino poderia fazer o bebê sair com muita rapidez e rasgar o períneo. É importante que você não faça tanta força para empurrar nesse momento. Deixe que seu útero faça o trabalho sozinho. Respire rapidamente (como a respiração ofegante dos animais); assim, o bebê pode sair gradualmente. O médico a instrui e ajuda o bebê a sair lentamente. Logo, você o terá em seus braços.

Assim que a cabeça sai, o feto vira de lado e, então, sai um ombro e, em seguida, todo o resto do corpo. E que alívio você sente depois! O trabalho de parto chega ao fim (ou quase). Nasce o bebê. Pode levar um tempo até você entender tudo que aconteceu. Nesse meio tempo, você pode segurar e acariciar o bebê ou ficar observando a enfermeira, o médico ou a parteira examiná-lo.


Mas seu trabalho não acabou. Descubra na próxima página o que acontece logo após o parto para preservar seu bem estar, de modo que você possa cuidar de seu bebê.

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