ASSINE 0800 703 3000 BATE-PAPO E-MAIL SAC Voip E-Mail Grátis Shopping
por Elizabeth Eden, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

O primeiro estágio do trabalho de parto

O trabalho de parto pode ser dividido em três estágios distintos: o primeiro, do surgimento das contrações progressivas do trabalho de parto à dilatação completa do colo do útero; o segundo, da dilatação completa do colo ao nascimento do bebê; e o terceiro, do nascimento à expulsão da placenta.

É muito comum falar-se em um quarto estágio, da saída da placenta até o estado clínico da mãe ser estável e seguro.

O primeiro estágio é quase sempre o mais longo (2 a 24 horas ou mais), geralmente, começa lentamente e vai acelerando quando a dilatação do colo do útero chega a cerca de quatro ou cinco centímetros. No começo, pode ser que as contrações não sejam muito claras ou fortes, mas, com o tempo, ficarão mais longas, fortes e seguidas.

Pode ser que você passe muito tempo tentando descobrir se está em trabalho de parto ou não. Se conseguir desviar sua atenção das contrações, é bem provável que você não esteja em trabalho de parto muito avançado. Já houve casos raros em que as mulheres não sentiram que estavam em trabalho de parto até o momento de o bebê nascer! Nesses casos, realmente não há como prevenir uma cena de agitação, a menos que a mulher já tenha feito antes um parto como esse. Então, ela deveria ficar atenta a qualquer sinal de trabalho de parto - sutil, preliminar ou absolutamente claro.

À medida que progride, você não terá mais dúvidas de que está em trabalho de parto. O ritmo acelera e as contrações geralmente ficam dolorosas. Se tiver certeza de que está em trabalho de parto, vá para a maternidade ou, se o parto for feito em casa, aguarde o médico. Evidentemente, em caso de dúvida, vá para o hospital mesmo assim. Procure ter à mão sua bolsa e a bagagem necessária.

Provavelmente seu estado emocional mudará inesperadamente quando entrar em trabalho de parto.
2006 Publications International, Ltda.
Provavelmente seu estado emocional
mudará inesperadamente quando
entrar em trabalho de parto


Pode ser que você fique séria e calada, preocupada somente com uma coisa - o parto. As brincadeiras perdem a graça; os acontecimentos do mundo perdem a importância. Você precisa de gestos de apoio, incentivo, ajuda e conforto de seu companheiro, médico e enfermeira. É bem provável que seu estado emocional mude durante o trabalho de parto. Pode ser que você se sinta desanimada e chore de vez em quando, mas se aceitar e compreender o que está acontecendo e o que esperar, você pode se recuperar desses altos e baixos e seguir em frente.

Chegada ao hospital

Na chegada, sua primeira parada geralmente é na recepção, onde você lê e assina formulários e indica qual será a forma de pagamento pela sua estadia. Entretanto, os procedimentos hospitalares variam muito, por isso, antes de entrar em trabalho de parto, converse com o hospital sobre as políticas de estadia - especialmente sobre os procedimentos para entradas à noite e no final de semana.

De lá, você segue para a ala da maternidade, onde uma enfermeira a recebe, faz um rápido exame clínico, avalia suas contrações e a condição do bebê e faz um exame vaginal para verificar em que ponto está seu trabalho de parto.

A partir daí, os hospitais variam bastante em sua rotina para o parto. Você pode se submeter a várias rotinas, dependendo do que seu médico achar que é melhor para você. Além disso, a enfermeira tira periodicamente sua temperatura e pressão arterial, monitora os batimentos cardíacos do bebê e sente seu abdome durante as contrações para determinar o progresso do trabalho de parto. Discuta os procedimentos antes com seu médico e expresse suas preferências.

Fatores que influenciam o trabalho de parto

Fatores que você não pode controlar:

  • tamanho e forma da pelve;

  • tamanho e forma da cabeça e dos ombros do bebê;

  • encaixe, apresentação e posição do bebê;

  • condições do colo uterino quando as contrações começarem;

  • força das contrações;

  • intervalo entre as contrações;

  • alguns aspectos da sua saúde geral e do bem estar do bebê.

Fatores que você pode controlar, até certo ponto:

  • estado emocional e atitude em relação ao parto (otimismo, confiança, relaxamento x ansiedade, medo e tensão);

  • presença de um parceiro que ajude;

  • conhecimento do que esperar do parto;

  • ambiente e equipe profissional que a ajudem a se sentir segura e bem cuidada;

  • cuidados com você mesma (incluindo boa alimentação e bons hábitos de saúde).

O encaixe refere-se à forma como o bebê está encaixado na pelve.

A apresentação diz respeito à parte do corpo do bebê que aparece primeiro (geralmente, é a cabeça, mas, às vezes, são as nádegas, os pés ou mesmo um ombro).

A posição refere-se ao local - no lado esquerdo ou direito da mãe - e à orientação - anterior (virado para a frente da mãe), posterior (virado para as costas da mãe) ou transversal (atravessado) - de uma determinada parte do bebê, especificamente, o occipício (parte de trás da cabeça), testa, queixo, ombro ou sacro (osso localizado na base da coluna vertebral). Por exemplo, se a posição de um bebê for occipital-anterior esquerda, a parte de trás da cabeça está à esquerda, apontando para a frente da mãe.

Atividades da mãe durante o trabalho de parto

Quando já estiver internada, você terá uma rotina para controlar as contrações, talvez com base no que você aprendeu nas aulas de parto. Muitas mulheres aprendem e utilizam a seguinte rotina:

  1. Comece a contração com um longo suspiro. À medida que você expira, libere toda a tensão do corpo;

  2. Ao mesmo tempo, desvie sua atenção para outra coisa (por exemplo, para o rosto de seu companheiro ou para uma imagem ou um objeto de sua preferência; feche os olhos e imagine seu colo do útero se abrindo à medida que o útero se contrai; imagine estar em um lugar tranqüilo e relaxante; concentre-se na música ou na voz calmante de seu companheiro; ou concentre-se nas carícias que ele está fazendo em você);

  3. Respire lenta e naturalmente;

  4. Mantenha-se relaxada durante a contração; Fique com o corpo mole. Isso pode ajudar se você pensar em uma parte do corpo sempre que expirar. Tente liberar a tensão nessa parte à medida que você expira. Em seguida, pense em outra parte quando for respirar novamente.

Você pode seguir essa rotina com cada contração e em qualquer posição - deitada, sentada, em pé, de quatro. Pode fazê-la na banheira ou no chuveiro, na cama, no carro, na cadeira, no corredor do hospital ou no quarto. Você pode se apoiar no seu parceiro, na parede ou na cama.

Essas técnicas geralmente mantêm a dor suportável em parte ou em todo o trabalho de parto. As mulheres que as utilizam geralmente acabam precisando de uma quantidade menor de analgésicos do que outras. Na verdade, algumas chegam a nem precisar de qualquer tipo de analgésico quando usam essas técnicas.

Há mulheres que aprendem vários tipos, ou níveis, de respiração para usarem progressivamente durante o trabalho de parto. Além do modelo demorado descrito acima, elas podem aprender outros modelos e variações mais leves, mais rápidas, porém ainda relaxantes.

Além disso, usando uma rotina para cada contração, você deveria tentar mudar de posição a cada 20 ou 30 minutos, ir ao banheiro de hora em hora e tomar líquidos ou chupar gelo após cada contração. Essas medidas podem ser confortantes.

Fazer compressas quentes na parte de baixo do abdome, na virilha e no períneo (área genito-retal externa), compressas frias na lombar e esfregar uma esponja umedecida em água fria no rosto e no pescoço podem aliviar o desconforto. Tocar e esfregar, especialmente áreas tensas e doloridas, como os ombros e a lombar, ajudam bastante. Se achar que está se descontrolando, seu parceiro pode ajudar pegando-a firmemente ou segurando com delicadeza, porém, com firmeza, sua cabeça.

Durante períodos intensos, como a fase de transição, de aproximadamente sete a dez centímetros de dilatação, você pode se sentir fora de controle. Pode achar que seu corpo está dominando-a e ser tomada por uma onda de sensações intensas. É inútil lutar contra essas sensações.

Você pode sentir uma necessidade de empurrar o feto, mas será aconselhada a não fazê-lo por não estar totalmente dilatada. Por enquanto, é importante que você resista a essa necessidade. Empurrá-lo antes da total dilatação pode lesar o colo e os tecidos perineais e levar a um forte sangramento. O que ajuda bastante é saber que não há nada de errado. Apenas aceite que seu corpo está trabalhando e não tente controlá-lo. Deixe que as pessas que ama a ajudem, gema e reclame, se quiser, e saiba que não vai durar por muito tempo.

O bebê chega no segundo estágio. Descubra na próxima página o que fazer nesse momento difícil, porém tão emocionante.

Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO TÊM O OBJETIVO DE PROPORCIONAR ORIENTAÇÃO MÉDICA. Nem os editores de Consumer Guide (R), Publications International, Ltda., nem o autor e nem a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar, ação ou aplicação de medicação resultante da leitura ou aplicação das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática de medicina, e elas não substituem a orientação de seu médico ou de outros profissionais da área médica. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar atendimento médico ou de outro profissional da área da saúde.