É muito comum falar-se em um quarto estágio, da saída da placenta até o estado clínico da mãe ser estável e seguro.
O primeiro estágio é quase sempre o mais longo (2 a 24 horas ou mais), geralmente, começa lentamente e vai acelerando quando a dilatação do colo do útero chega a cerca de quatro ou cinco centímetros. No começo, pode ser que as contrações não sejam muito claras ou fortes, mas, com o tempo, ficarão mais longas, fortes e seguidas.
Pode ser que você passe muito tempo tentando descobrir se está em trabalho de parto ou não. Se conseguir desviar sua atenção das contrações, é bem provável que você não esteja em trabalho de parto muito avançado. Já houve casos raros em que as mulheres não sentiram que estavam em trabalho de parto até o momento de o bebê nascer! Nesses casos, realmente não há como prevenir uma cena de agitação, a menos que a mulher já tenha feito antes um parto como esse. Então, ela deveria ficar atenta a qualquer sinal de trabalho de parto - sutil, preliminar ou absolutamente claro.
À medida que progride, você não terá mais dúvidas de que está em trabalho de parto. O ritmo acelera e as contrações geralmente ficam dolorosas. Se tiver certeza de que está em trabalho de parto, vá para a maternidade ou, se o parto for feito em casa, aguarde o médico. Evidentemente, em caso de dúvida, vá para o hospital mesmo assim. Procure ter à mão sua bolsa e a bagagem necessária.
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Pode ser que você fique séria e calada, preocupada somente com uma coisa - o parto. As brincadeiras perdem a graça; os acontecimentos do mundo perdem a importância. Você precisa de gestos de apoio, incentivo, ajuda e conforto de seu companheiro, médico e enfermeira. É bem provável que seu estado emocional mude durante o trabalho de parto. Pode ser que você se sinta desanimada e chore de vez em quando, mas se aceitar e compreender o que está acontecendo e o que esperar, você pode se recuperar desses altos e baixos e seguir em frente.
Chegada ao hospital
Na chegada, sua primeira parada geralmente é na recepção, onde você lê e assina formulários e indica qual será a forma de pagamento pela sua estadia. Entretanto, os procedimentos hospitalares variam muito, por isso, antes de entrar em trabalho de parto, converse com o hospital sobre as políticas de estadia - especialmente sobre os procedimentos para entradas à noite e no final de semana.
De lá, você segue para a ala da maternidade, onde uma enfermeira a recebe, faz um rápido exame clínico, avalia suas contrações e a condição do bebê e faz um exame vaginal para verificar em que ponto está seu trabalho de parto.
A partir daí, os hospitais variam bastante em sua rotina para o parto. Você pode se submeter a várias rotinas, dependendo do que seu médico achar que é melhor para você. Além disso, a enfermeira tira periodicamente sua temperatura e pressão arterial, monitora os batimentos cardíacos do bebê e sente seu abdome durante as contrações para determinar o progresso do trabalho de parto. Discuta os procedimentos antes com seu médico e expresse suas preferências.
Fatores que influenciam o trabalho de parto
Fatores que você não pode controlar:
Fatores que você pode controlar, até certo ponto:
O encaixe refere-se à forma como o bebê está encaixado na pelve.
A apresentação diz respeito à parte do corpo do bebê que aparece primeiro (geralmente, é a cabeça, mas, às vezes, são as nádegas, os pés ou mesmo um ombro).
A posição refere-se ao local - no lado esquerdo ou direito da mãe - e à orientação - anterior (virado para a frente da mãe), posterior (virado para as costas da mãe) ou transversal (atravessado) - de uma determinada parte do bebê, especificamente, o occipício (parte de trás da cabeça), testa, queixo, ombro ou sacro (osso localizado na base da coluna vertebral). Por exemplo, se a posição de um bebê for occipital-anterior esquerda, a parte de trás da cabeça está à esquerda, apontando para a frente da mãe.
Atividades da mãe durante o trabalho de parto
Quando já estiver internada, você terá uma rotina para controlar as contrações, talvez com base no que você aprendeu nas aulas de parto. Muitas mulheres aprendem e utilizam a seguinte rotina:
Você pode seguir essa rotina com cada contração e em qualquer posição - deitada, sentada, em pé, de quatro. Pode fazê-la na banheira ou no chuveiro, na cama, no carro, na cadeira, no corredor do hospital ou no quarto. Você pode se apoiar no seu parceiro, na parede ou na cama.
Essas técnicas geralmente mantêm a dor suportável em parte ou em todo o trabalho de parto. As mulheres que as utilizam geralmente acabam precisando de uma quantidade menor de analgésicos do que outras. Na verdade, algumas chegam a nem precisar de qualquer tipo de analgésico quando usam essas técnicas.
Há mulheres que aprendem vários tipos, ou níveis, de respiração para usarem progressivamente durante o trabalho de parto. Além do modelo demorado descrito acima, elas podem aprender outros modelos e variações mais leves, mais rápidas, porém ainda relaxantes.
Além disso, usando uma rotina para cada contração, você deveria tentar mudar de posição a cada 20 ou 30 minutos, ir ao banheiro de hora em hora e tomar líquidos ou chupar gelo após cada contração. Essas medidas podem ser confortantes.
Fazer compressas quentes na parte de baixo do abdome, na virilha e no períneo (área genito-retal externa), compressas frias na lombar e esfregar uma esponja umedecida em água fria no rosto e no pescoço podem aliviar o desconforto. Tocar e esfregar, especialmente áreas tensas e doloridas, como os ombros e a lombar, ajudam bastante. Se achar que está se descontrolando, seu parceiro pode ajudar pegando-a firmemente ou segurando com delicadeza, porém, com firmeza, sua cabeça.
Durante períodos intensos, como a fase de transição, de aproximadamente sete a dez centímetros de dilatação, você pode se sentir fora de controle. Pode achar que seu corpo está dominando-a e ser tomada por uma onda de sensações intensas. É inútil lutar contra essas sensações.
Você pode sentir uma necessidade de empurrar o feto, mas será aconselhada a não fazê-lo por não estar totalmente dilatada. Por enquanto, é importante que você resista a essa necessidade. Empurrá-lo antes da total dilatação pode lesar o colo e os tecidos perineais e levar a um forte sangramento. O que ajuda bastante é saber que não há nada de errado. Apenas aceite que seu corpo está trabalhando e não tente controlá-lo. Deixe que as pessas que ama a ajudem, gema e reclame, se quiser, e saiba que não vai durar por muito tempo.
O bebê chega no segundo estágio. Descubra na próxima página o que fazer nesse momento difícil, porém tão emocionante.
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