O diagnóstico da síndrome de Tourette é um processo de exclusão. Isso significa que o médico tem de eliminar todas as possíveis outras causas dos sintomas do paciente antes de diagnosticar a síndrome de Tourette. São usados no diagnóstico da síndrome de Tourette exames como o eletroencefalograma, a ressonância nuclear magnética, que podem incluir convulsões (em inglês), anomalias cerebrais, hipertireoidismo (em inglês) e movimentos induzidos por drogas.
![]() Fotógrafo: Drliwa | Agência: Dreamstime Os médicos usam exames de sangue para |
Depois de eliminar todas as outras possibilidades, os médicos diagnosticam a síndrome de Tourette determinando a idade do paciente quando ocorreram os primeiros sinais da doença e observando os movimentos. Os tiques devem ter começado antes dos 18 anos e os pacientes devem exibir vários tiques motores e pelo menos um tique vocal. Os tiques motores e vocais não precisam ocorrer ao mesmo tempo, mas ambos devem ser vivenciados no mesmo ano. Durante esse ano, o paciente não pode passar mais de três meses consecutivos "sem tiques".
Se o paciente não satisfizer esses critérios rígidos, pode estar sofrendo de outro tipo de doença. Se tiver tiques motores (mas não tiques vocais) diária ou semanalmente, por mais de um ano, pode ser diagnosticado como portador de uma doença motora de tique crônica. Se tem tiques vocais, mas não tiques motores, o diagnóstico pode ser doença motora de tique vocal crônica. Uma pessoa que exibe ambos os tiques motor e vocal, mas por um período inferior a um ano, pode ter uma doença de tique transitória.
Vários problemas, incluindo a doença obsessivo-compulsiva (em inglês)(transtorno obsessivo-compulsivo) e a doença de déficit de atenção com hiperatividade (em inglês), foram vinculadas à síndrome de Tourette. De fato, devido à falta de testes definitivos e da possibilidade de sintomas leves, os médicos geralmente diagnosticam a síndrome de Tourette após a criança ter recebido o diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo ou doença de déficit de atenção com hiperatividade. Desordens de aprendizagem e de sono também são comuns em pacientes com a síndrome de Tourette. Os médicos freqüentemente diagnosticam essas condições primeiro porque elas causam mais problemas na vida do paciente.
Os cientistas continuam a estudar o vínculo entre essas duas desordens e a síndrome de Tourette. Alguns estudos sugerem que os pacientes com síndrome de Tourette têm 20 vezes mais probabilidade de exibir os sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo. Além disso, os parentes dos pacientes com síndrome de Tourette têm altos índices de transtorno obsessivo-compulsivo, e os pacientes de transtorno obsessivo-compulsivo têm uma chance maior de terem filhos com síndrome de Tourette. Todos esses fatores levam os cientistas a suspeitarem de um componente genético similar para cada uma dessas desordens. A transtorno obsessivo-compulsivo e a síndrome de Tourette têm uma relacionamento genético mais claro, ao passo que a doença de déficit de atenção com hiperatividade e a síndrome de Tourette não parecem ter vínculos tão óbvios. Demonstrou-se, porém, que mais de 25% dos pacientes com a síndrome de Tourette também sofrem de doença de déficit de atenção com hiperatividade.
Após o diagnóstico, vem o tratamento. Veja como funciona o tratamento da síndrome de Tourette.