Tratamento do TOC

Autor: 
Jacob Silverman

Muitas pessoas com TOC relutam em seguir o tratamento, muitas vezes, porque ficam envergonhadas ou mesmo nem compreendem que têm um problema. Outras podem atribuir seu comportamento compulsivo e perfeccionista a seu sucesso na vida [fonte: Men's Health]. E para aqueles que têm transtorno obsessivo-compulsivo, as pessoas ao redor podem não levar a sério a doença, suavizando-a e não imaginando quão devastadora a condição pode ser. Um paciente que precisou ficar internado temporariamente para combater a doença, comparou ter TOC à desorientação de "viver em uma gravura de Escher" [fonte: Men's Health].

Imagem em 3D inspirada na gravura 'Relatividade' do artista M.C. Escher
© istockphoto.com / Guillermo Lobo
Imagem em 3D inspirada na gravura 'Relatividade' do artista M.C. Escher

Como para muitas doenças mentais, os antidepressivos são frequentemente usados no tratamento do TOC. Alguns são explicitamente aprovados pelo FDA (Federal Drug Administration) para tratamento do transtorno, enquanto outros são usados mesmo sem indicação na bula. Quando a medicação isolada não funciona, a maioria se volta para a psicoterapia, especificamente terapia cognitiva comportamental (TCC).

A função básica da terapia cognitiva comportamental é mudar os padrões existentes de comportamento e pensamentos obsessivos. Um terapeuta irá trabalhar com o paciente para minar as crenças que levam ao comportamento autodestrutivo. Juntos eles analisam os pensamentos recorrentes, especialmente aqueles que parecem surgir automática e continuamente, e imaginar o quê os provoca e como lidar com eles. Às vezes, os próprios pensamentos não podem ser diretamente confrontados, mas, em vez disso, os comportamentos que eles produzem podem ser alterados. Além de produzir mudanças no comportamento e reduzir a ansiedade, a TCC comprovou ter efeitos biológicos reais pela alteração da atividade neurotransmissora [fonte: New York Times (em inglês)].

Transtorno de personalidade obsessiva-compulsiva
Uma condição similar, porém distinta é o transtorno de personalidade obsessiva-compulsiva definida pelos NIH (institutos nacionais de saúde dos EUA) como "uma condição caracterizada por uma preocupação crônica com regras, método e controle" [fonte: NIH (em inglês)]. Pessoas com TPOC têm um impulso esmagador em direção à perfeição que pode realmente ser destrutivo. Muitas vezes elas não conseguem terminar projetos porque sua idéia de perfeição nunca pode ser alcançada. Elas também podem ser obcecadas por listas, ordenar informação e acumular objetos.

Uma técnica comum usada na terapia é a exposição e prevenção de resposta, na qual um paciente confronta uma obsessão e tenta evitar realizar o ritual exigido. Dessa maneira, os pacientes podem testar suas respostas físicas e emocionais a certos pensamentos e ver que eles e as reações que produzem não estão baseados na realidade. A exposição contínua a tais pensamentos também pode tornar os pacientes menos reativos a eles. Essa tática não funciona de imediato nas piores compulsões de alguém. Em vez disso, um paciente irá classificar suas obsessões pela quantidade de ansiedade que elas produzem. Em primeiro lugar ele irá enfrentar aquelas que produzem menos ansiedade. De maneira ideal, o paciente pode eventualmente lidar com todas as suas obsessões, enquanto também produz um método para lidar com novas compulsões que possam surgir.

Para algumas pessoas, uma combinação de medicação e terapia não é suficiente e há necessidade de um método de tratamento mais profundo. Elas podem escolher hospitalização temporária em um local dedicado ao tratamento da doença, como o Instituto do TOC no Hospital McLean, uma colaboração entre o Hospital Geral de Massachusetts e o Hospital McLean (filiado à Universidade de Harvard).

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