A cotinina é o principal metabólito da nicotina, sendo muito utilizada para a análise do contato ativo ou passivo com o tabaco.
Pode ser detectada no sangue, urina, saliva, podendo ser encontrada também no leite materno, muco cervical do colo do útero, líquido amniótico, cordão umbilical e no sangue do feto. Após quatro horas de exposição ao fumo ou a PTA, a cotinina já pode ser dosada.
Outra forma de medida da PTA é através do nível de partículas suspensas no ar. Níveis em torno de 60 mcg/cm3 são considerados aceitáveis para o ser humano.
Em ambientes onde se fuma, o nível de partículas tóxicas suspensas no ar costuma ser bem superior ao limite aceitável.
Em uma festa pode atingir 200 mcg/cm3; em bares e restaurantes, 400 mcg/cm3; sala de jogos, 600 mcg/cm3, ou seja, respectivamente 3, 6 e 10 vezes maiores que os limites aceitáveis.
O monóxido de carbono (CO) é responsável por 3% a 6% da PTA. Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA – a concentração dessa substância na fumaça do cano de descarga de um carro é de 30 a 80 mil partes por milhão (ppm). Na fumaça do cigarro está em torno de 20 a 60 mil ppm, equivalente a 75% de CO expelido pelo escapamento.
Em ambiente fechado, onde há fumante, o nível de monóxido de carbono pode atingir limites absurdos, mais de três vezes o limite máximo aceitável.
Nenhum sistema de ventilação é eficaz para a retirada das partículas finas da fumaça do cigarro em ambientes fechados. Estudo conduzido por Seelig, comprova que somente com a força e velocidade de fluxo de ar de um TORNADO é que o ar estaria limpo das partículas tóxicas da fumaça do cigarro.