Tratamentos para a Síndrome de Jerusalém

Quando indivíduos começam a demonstrar sinais da síndrome, autoridades sabem que precisam levá-las para Kfar Shaul, um hospital psiquiátrico. Os médicos não podem dizer ao "rei Davi" que ele não é o rei Davi - pois isso não anula de forma alguma a visão que o paciente tem de si mesmo e de sua missão. Os médicos, às vezes, fazem uso de medicamentos leves e tranqüilizantes para tentar amenizar o problema.

A melhor forma de ajuda, segundo os médicos de Kfar Shaul, é remover os pacientes da cidade e levá-los até suas famílias. Uma vez que estiverem com a sua família e fora daquele ambiente, voltam ao normal. Retomam ao seu ritmo de vida normalmente, e nenhum traço de debilidade mental permanece. Todo o processo dura em torno de cinco a sete dias. Depois disso, é como se nada tivesse acontecido.

Muitas pessoas que adquirem a Síndrome de Jerusalém não são tratadas. Em um ano, entre 100 turistas que dão entrada no Kfar Shaul, apenas 40 são submetidos a uma avaliação médica mais criteriosa.

Palestinos recebem doces na mesquita de al-Aqsa em Jerusalém
KHALED DESOUKI/AFP/Getty Images
Palestinos recebem doces na mesquita de al-Aqsa em Jerusalém durante as celebrações do final do período do mês do jejum sagrado. Um turista que já teve Síndrome de Jerusalém tentou incendiar a mesquita.

Por causa de pessoas como David Koresh e Michael Rohan – um turista cristão que dizia ter sido acometido pela Síndrome de Jerusalém e que tentou incendiar a mesquita de al-Aksa – as autoridades israelenses começaram a levar o assunto mais a sério. Antes do ano 2000, médicos e autoridades israelenses e até mesmo o FBI demonstravam preocupação com o nível de violência que poderia atingir a cidade santa. Eles temiam que seitas apocalipticas e líderes carismáticos cometessem atos terroristas a fim de iniciar o Armagedom - além de impressionar os turistas. Felizmente, não houve nada parecido em pacientes admitidos no hospital psiquiátrico de Kfar Shaul com sintomas da Síndrome de Jerusalém.

Síndrome de Stendhal
Florença, na Itália, é o berço de algumas das mais belas manifestações de arte e arquitetura. E para alguns, a presença de tanta genialidade é demais. Diante de uma beleza de tirar o fôlego, algumas pessoas acabam ficando tontas e confusas. As pessoas com estes sintomas reclamavam de depressão (em inglês) e perda de identidade. A Síndrome de Stendhal é assim chamada devido a um escritor que permaneceu hospitalizado um mês depois de manifestar estes sintomas em Santa Croce. A síndrome atinge somente turistas - os moradores locais parecem estar imunes.

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