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De forma muito parecida com outras doenças respiratórias, a SARS parece se espalhar pelo contato. Por exemplo, uma pessoa infectada com SARS poderia tossir ou espirrar e contaminar o ar com minúsculas gotículas de matéria infectada. Alguém muito próximo à pessoa infectada poderia, então, respirar o ar contaminado. Como a causa da infecção por SARS ainda não é conhecida, os cientistas estão levando em consideração outras possibilidades de transmissão. De acordo com o CDC, "é possível que a SARS também seja disseminada de maneira mais ampla pelo ar ou ao tocar objetos contaminados". Uma atualização recente na página da OMS na Internet (em inglês) também levanta outras possibilidades:

    O surto de SARS em Hong Kong desenvolveu um padrão de transmissão nada comum. Tal padrão foi diferente do que havia sido percebido na vasta maioria das outras epidemias de SARS e ainda não foi totalmente compreendido. O número de casos continua a crescer significativamente e há evidências de que a doença se espalhou além do foco inicial, que eram os hospitais.

    Tais ocorrências levantam questões relacionadas a outras rotas de transmissão, além da tão documentada exposição face a face, as gotículas liberadas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Os epidemiologistas estão refletindo se a SARS pode estar sendo transmitida em Hong Kong por algum meio ambiental para o qual ainda não há uma explicação satisfatória.

Para ilustrar a transmissão da SARS, reflita sobre o seguinte: de acordo com o jornal New York Times, a partir de 29 de março, 249 casos individuais de SARS puderam ser rastreados até que se chegasse a um homem. Trata-se de uma incrível quantidade de pessoas infectadas por uma única pessoa. Dos infectados, 214 eram funcionários da área médica ou profissionais da saúde.

Tanto o CDC quanto a OMS estão trabalhando bastante para reduzir a disseminação de SARS, fornecendo informações sobre a doença aos profissionais da saúde e ao público em geral. Algumas das recomendações dadas aos funcionários da área médica que têm contato direto com os pacientes com SARS são:

  • siga as precauções padrão (como a higienização das mãos)
  • utilize respiradores N-95 (em vez de máscaras faciais)
  • use luvas e avental descartáveis, retirando e trocando os itens sujos regularmente
  • utilize proteção sobre os olhos

Os pacientes com SARS e os familiares e profissionais da saúde em contato com eles devem tomar medidas de precaução por pelo menos 10 dias após os sintomas da SARS terem passado. O CDC e a OMS recomendam o seguinte aos pacientes em recuperação e às pessoas que têm contato com eles:

  • lavar e desinfetar as mãos com freqüência
  • utilizar máscaras faciais quando estiver em contato muito próximo a outras pessoas
  • evitar compartilhar itens domésticos, como talheres, toalhas de banho ou roupas de cama
  • limpar e desinfetar regularmente as superfícies da casa, como pias, vasos sanitários e prateleiras
  • lavar e desinfetar totalmente as roupas e roupas de cama

Para obter outras informações, visite esta página (em inglês) no site do CDC.

    Na próxima seção, vamos descobrir o que mais o CDC, a OMS e outras agências estão fazendo para cuidar da ameaça da SARS.