Causas possíveis

Desde que os casos de SARS começaram a aparecer, no começo deste ano, cientistas de todo o mundo têm procurado uma causa. De acordo com o CDC, os cientistas haviam encontrado um "coronavírus previamente não reconhecido em pacientes com SARS". Acreditava-se que esse coronavírus era o principal candidato na lista de possibilidades. Em 16 de abril de 2003, a OMS confirmou essa teoria. Treze laboratórios têm participado em cárater de urgência da investigação da SARS. Em uma recente atualização da OMS a respeito da SARS (site em inglês), o dr. Klaus Stohr afirmou:
    Todos os dados foram vistos e revistos, e os pesquisadores chegaram a um consenso. Podemos afirmar que a doença chamada de SARS, que foi relatada pela primeira vez em 12 de março, vem sendo causada pelo coronavírus. A OMS nomeará esse coronavírus como vírus da SARS.

Os coronavírus, que receberam esse nome por sua aparência peculiar em forma de coroa, são comumente associados a doenças do trato respiratório superior e já foram, algumas vezes, ligados à pneumonia. O que torna o caso atual diferente é que, nos casos anteriores relatados de pneumonia, muitos dos paciente tinham sistemas imunológicos enfraquecidos. A maioria dos casos de SARS foi registrada em adultos que estavam saudáveis antes da infecção. E, embora os coronavírus sejam culpados conhecidos nas doenças agudas em animais (como em cães, gatos e porcos), o mesmo não é comum em humanos. Os pesquisadores têm investigado a possibilidade de que esse coronavírus tenha realizado um salto entre as espécies.

Mas vale lembrar que esse não seria o primeiro caso em que uma doença migrou dos animais para o homem. Inicialmente, todas essas doenças eram evidentes em animais:

  • varíola de búfalos
  • doença da vaca louca
  • ebola
  • HIV-AIDS
  • vírus nipah

Pesquisas clínicas também detectaram um paramyxovírus em amostras recolhidas de pacientes infectados com a SARS. Entre os humanos, os vírus dessa família causam doenças como a caxumba e o sarampo.

A presença do paramyxovírus inicialmente fez com que os cientistas considerassem uma etiologia dupla. Talvez a SARS pudesse ser o resultado de dois vírus trabalhando em conjunto. Pesquisas adicionais, porém, não ofereceram suporte a essa teoria. No entanto, não foi excluída a possibilidade de que a presença de outros vírus, como o paramyxovírus, piore a condição de um paciente com SARS. Segundo o dr. Albert Osterhaus:

    A conclusão de hoje, com a qual concordaram os membros da rede, é a de que o coronavírus isolado é capaz de causar os sintomas típicos. Não podemos excluir de modo formal que outros agentes, como o metapneumovírus humano e a clamídia que foi encontrada na China, ou vários outros vírus, eventualmente agravariam a situação após a pessoa ter sido infectada pelo coronavírus.

Agora que o vírus da SARS foi identificado, os cientistas podem concentrar suas pesquisas no desenvolvimento de testes para identificar as pessoas infectadas com a doença e criar drogas para tratá-la e curá-la.

No momento, como não há nenhum tratamento antiviral específico, a forma mais eficiente de combate é o controle. Para cortar a disseminação da SARS, os profissionais da saúde estão utilizando procedimentos de segurança muito severos. Mas, como vimos, a doença já se espalhou pelo mundo.

Vamos dar uma olhada em como a SARS conseguiu se locomover de continente a continente.