As crianças estão constantemente descobrindo o mundo ao seu redor. Muito do que acontece parece ridículo e surpreendente, mas para elas, parece engraçado. O que as crianças acham engraçado são conceitos pequenos e simples, como uma piada sobre elefante. Junto com o ridículo e o surpreendente, as crianças, para o espanto de seus pais, também apreciam piadas onde a crueldade está presente (isso estimula a auto-afirmação) e aquilo que chamamos de "toilet humor" (tipo de humor que fala sobre as necessidades fisiológicas e outras funções do corpo). Para as crianças, a preocupação com as funções do corpo é simplesmente outra maneira de explorar o seu novo ambiente fascinante.
Os anos de pré-adolescência e adolescência são, quase sempre, difíceis e tensos. Muitos adolescentes riem de piadas que falam sobre sexo, comida, autoridades e, em típico estilo rebelde, qualquer assunto que os adultos consideram proibido. É um período de insegurança e os jovens geralmente usam o humor como uma ferramenta para protegerem-se ou para sentirem-se superiores.
À medida que amadurecemos, tanto o nosso corpo físico como a nossa visão de mundo crescem e mudam. Como é necessário uma certa quantidade de inteligência para se "entender" uma piada, o nosso senso de humor se torna mais desenvolvido à medida que aprendemos mais. Quando somos adultos, já passamos por várias experiências na vida, incluindo tragédias e sucessos. Juntamente com estas experiências, nosso senso de humor fica mais maduro. Nós rimos das outras pessoas e de nós mesmos ao partilhar dilemas e dificuldades. O senso de humor do adulto é normalmente mais sutil, mais tolerante e menos criterioso a respeito das diferenças das pessoas. O que achamos engraçado de acordo com a nossa idade ou estágio de desenvolvimento mental, parece estar relacionado com os fatores estressantes deste período. Basicamente, nós rimos daquilo que nos estressa.
Outro fator que afeta o que achamos engraçado é a cultura ou a comunidade de onde viemos. Você alguma vez já riu de uma piada e percebeu que, se você fosse de algum outro lugar do mundo ela não teria graça? Isto é fato: a cultura e a comunidade fornecem muitos elementos para piadas. Existem temas econômicos, políticos e sociais extremamente engraçados, mas somente as pessoas que vivem naquela cultura podem entendê-los. Uma piada de um país pequeno, por exemplo, pode não ter apelo universal porque quase não seria entendida. Os Estados Unidos são uma exceção à regra por ser grande, ter grande poder de influência e ser muito observado. Graças à mídia e aos filmes, as pessoas ao redor do mundo sabem o que se passa por lá. Então, uma piada sobre uma determinada situação nos Estados Unidos pode ser entendida em quase todos os países.
Quando as pessoas dizem "isso não é engraçado", teoriza Veatech, elas querem dizer "isso é ofensivo" ou "então, qual é o objetivo?". Para que uma pessoa ache uma piada ou situação ofensiva, ela deve ter algum apego ao princípio ou à pessoa que está sendo humilhada ou criticada na piada. Sendo assim, piadas racistas ou de cunho sexual são ofensivas para a maioria das pessoas que lutam contra a intolerância e o preconceito no mundo. De acordo com Veatech, quando alguém diz "então, qual é o objetivo?" indica a ausência de qualquer apego moral ou emocional ou consideração pela "vítima" da piada.