O controle da raiva de cães e gatos é feito através da vacinação anual da população felina e canina. A captura (carrocinha) e eutanásia de animais abandonados ou sua castração são formas de controle populacional que auxiliam no combate a todas as doenças transmitidas pelos animais.
Para evitar a raiva dos herbívoros (bovinos, eqüinos, caprinos e ovinos) deve-se vacinar anualmente os rebanhos em áreas de ocorrência da doença e controlar a população de morcegos hematófagos pela captura e uso de pastas anticoagulantes.
2. Não deixe animais soltos na rua ou em contato com outros desconhecidos. Se seu animal for mordido, procure assistência veterinária imediatamente. 3. Avise o Centro de Controle de Zoonoses sobre animais errantes - eles podem ser portadores de diversas doenças. 4. Não deixe que seus animais se reproduzam sem controle, pois isso contribui para o aumento da população de animais errantes e disseminação de doenças. A castração é uma opção segura e indicada para o controle de natalidade dos animais. 5. Não toque em animais desconhecidos, estranhos, feridos ou aparentemente doentes. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não tente separar animais que estejam brigando. 6. Não perturbe animais quando eles estiverem comendo, bebendo ou dormindo. 7. Morcegos podem transmitir a raiva. Caso encontre algum em sua residência ou mesmo na rua, não tente capturá-lo. Chame o Centro de Controle de Zoonoses para a remoção do animal. Não entre em grutas ou cavernas, locais prováveis de abrigo de morcegos. 8. Não crie animais silvestres e nem tente tirá-los de seu "habitat" natural. 9. Não abandone animais nas ruas, em parques ou outros locais públicos. 10. Adote animais abandonados nos abrigos específicos para esse fim. |
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Quadro clínico da raiva em animais
Nos cães e gatos o quadro clínico inclui:
Inicialmente ocorrem alterações de comportamento, agitação, anorexia. Em três dias, os sintomas se acentuam. O animal fica agressivo, atacando o próprio dono. Apresenta incoordenação motora, paralisia dos músculos da deglutição e da mandíbula (salivação e dificuldade de deglutição). Pode caminhar grandes distâncias. O latido bitonal é um sinal importante. A doença dura de um a 11 dias. O animal morre por convulsões e paralisia.
Nos rebanhos bovinos, o quadro clínico é um pouco diferente:
Sintomatologia inespecífica, inapetência, lacrimejamento, isolamento do rebanho e andar cambaleante. Após alguns dias, incoordenação e contrações de musculatura do pescoço, levando a uma dificuldade de deglutição (impressão de engasgo). Com o agravamento do quadro de paralisia, a morte pode ocorrer entre três e dez dias.
1. Procurar sempre o Serviço Médico, no caso de agressão por animais. 2. Levar o animal para ser vacinado contra a raiva todos os anos. 3. Manter seu animal em observação quando ele agredir uma pessoa. 4. Não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair. 5. Colaborar com o Governo nas medidas de controle de raiva, tais como: -notificar a existência de animais errantes nas vizinhanças de seu domicílio; -informar o comportamento alterado de animais, sejam eles agressores ou não; -informar a existência de morcegos de qualquer espécie; -providenciar a entrega de animais para coleta de material para exames de laboratório, nos casos de morte dos animais com suspeita de raiva ou por causa desconhecida. São obrigações do governo (Federal, Estadual e Municipal) 1. Colocar à disposição da população Serviços de Saúde com profissionais treinados para orientar as condutas corretas na prevenção da raiva. 2. Efetuar a vacinação de cães e gatos, pelo menos uma vez ao ano. 3. Capturar cães errantes, como medida de proteção a animais domésticos e aos homens. 4. Enviar, rotineira e sistematicamente, material para exames de laboratório para diagnóstico de raiva. 5. Prover os laboratórios das instituições relacionadas ao Controle de Raiva de condições técnicas para exames de rotina. 6. Controlar a posse ilegal de animais silvestres. 7. Controlar as colônias de morcegos hematófagos. 8. Controlar os focos de raiva animal com medidas de Vigilância Epidemiológica. 9. Promover a educação em saúde, utilizando todas as formas possíveis. |