Evolução da doença

O período de incubação da raiva varia de 3 semanas a 2 anos, mas em geral, gira em torno de seis meses. Após penetrar a pele, o vírus da raiva multiplica-se no músculo e tecido subcutâneo até atingir uma terminação nervosa. No axônio (terminação do neurônio – célula nervosa) ele migra em direção ao sistema nervoso central até chegar ao cérebro, cerebelo e medula.

No cérebro, ele se multiplica e se dissemina pelo sangue para outros órgãos do corpo, incluindo as glândulas salivares que passam a eliminar saliva com o vírus podendo infectar outras pessoas. A morte é causada por encefalite (processo inflamatório no cérebro).

Raiva

Eduardo Secco / Prefeitura S.J. do Rio Preto

Na fase inicial da doença há apenas dor ou formigamento no local da mordida, náuseas, vômitos e mal-estar. Na fase excitatória da doença, que ocorre logo em seguida, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores horríveis na hora de deglutir, mesmo que apenas água. Por essa razão, o indivíduo desenvolve um medo irracional à água e outros líquidos, chamado de hidrofobia. O nome hidrofobia, que já chegou a caracterizar a doença (raiva), existe em função dessa aversão à água.

Outros sintomas se caracterizam por episódios de agressividade intensa (raiva) que passou a ser o nome como a doença é conhecida atualmente. Fazem parte do quadro clínico ainda a presença de alucinações, insônia e ansiedade intensa, provocada por estímulos visuais ou sonoros. O paciente fica plenamente consciente durante toda a progressão com alto grau de sofrimento. A morte ocorre então, após aproximadamente, quatro a dez dias. Em alguns casos de evolução mais branda, há uma terceira fase que se caracteriza por paralisia muscular, asfixia e morte.