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| raiva | |||
A raiva é uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, do gênero Lyssavirus, com genoma de RNA simples. Possui cerca de 100 nanômetros de tamanho e formato de bala de revólver. A letalidade da raiva (calculada como o número de mortos sobre o número de pessoas com a doença) é muito próxima de 100% - ela é mais letal que outros vírus, como o Ebola, por exemplo.
O vírus da raiva pode causar a doença em todos os mamíferos, como cães, gatos e primatas, além dos seres humanos. É importante lembrar que o morcego também é mamífero, sendo um dos animais que mais transmitem raiva ao homem. Os morcegos hematófagos (vampiros) são importantes transmissores da raiva para bovinos e eqüinos. Os morcegos insetívoros (que se alimentam de insetos) e frugívoros (que se alimentam de frutas) também podem transmitir a doença. No Brasil, os cães são o maior reservatório do vírus da raiva.
A raiva tem um modo de transmissão muito especial, pois o animal contaminado pela raiva se torna mais agressivo e ataca outros animais transmitindo a doença a novas vítimas. O vírus da raiva tem uma predileção pelo sistema nervoso, migrando pelos axônios dos nervos próximos ao local da mordedura até o cérebro. A migração pelas células nervosas engana o sistema imune do hospedeiro, o que torna o vírus da raiva muito perigoso.
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O principal transmissor da doença varia de continente para continente. Na Europa, a principal fonte de infecção é a raposa. Nos Estados Unidos e Canadá, é encontrada em animais silvestres, principalmente morcegos e guaxinins. Na América Latina, Caribe, África e Ásia a raiva é urbana, sendo o cão o principal transmissor da doença - daí a importância da vacinação anti-rábica de animais domésticos.
A transmissão da doença é feita pela mordida ou qualquer outro tipo de laceração que coloque a secreção do animal mordedor em contato com o tecido do hospedeiro. Às vezes é difícil saber se o animal está contaminado ou não, principalmente se o responsável pela mordedura for um animal silvestre. Na dúvida, deve-se administrar a vacina, porque a raiva ainda é uma doença letal. Praticamente 100% das pessoas que contraem a raiva morrem.
Há somente seis casos de pessoas que sobreviveram à raiva, sendo que cinco delas haviam tomado a vacina no período de pré-exposição à doença ou vacina e soro anti-rábico no período pós-exposição à doença. Somente uma adolescente que não tomou vacina sobreviveu à raiva, mas com seqüelas.
Este artigo explica a evolução da doença, sua presença no Brasil, o controle, a prevenção, vacina, diagnóstico e tratamento da raiva.