Uma das razões pela qual as pessoas associam raiva a algo negativo é a seguinte: você tem que resolver algo que é fora do seu controle e que nunca vai mudar, independente do número de conversas civilizadas. Alguns estudiosos acreditam que nós valorizamos nossa raiva por seu benefício [fonte: Weber (em inglês)]. Mas pode valer a pena pensar além dos limites sobre como aproveitar sua raiva de um jeito positivo.
![]() ©iStockphoto.com/Sharon Dominick Quando você fica bravo, tente pensar em como poderia resolver a situação de uma forma positiva |
Por exemplo, você pode ficar irritado quando carros atravessam um cruzamento sem parar. Você gostaria que eles fossem mais atentos às crianças que caminham e andam de bicicleta por ali. Você poderia fazer algo contra os carros descontrolados para dar uma lição aos motoristas, mas sair na briga verbal, sair costurando rapidamente entre os carros e esbravejar não é a forma mais eficaz de lidar com a raiva. Neste caso, o que pode ser eficaz é pedir ajuda ao departamento de polícia local para sinalizar melhor a região ou inserir semáforos em cruzamentos perigosos. Este é um exemplo de como ficar bravo pode criar mudanças positivas na sociedade. Bons exemplos disto incluem o movimento pelos direitos civis e o movimento pelo sufrágio feminino.
Provocar mudança desta maneira pode ser uma maneira de tomar o controle de algo falho, uma situação que você sentiu ser um risco para as crianças que brincam na ruas em meio a carros velozes. A resposta corporal da raiva é similar a do medo. Você libera substâncias químicas para preparar o corpo para a ação, algo como uma reação "lutar ou correr". A raiva definitivamente é mais forte que o medo no que diz a lidar com uma situação.
Em 2005, um estudo mostrou que responder a uma situação estressante com raiva em vez de medo dá maior senso de controle e otimismo em relação a uma situação. (fonte: Lloyd) O estudo analisou expressões faciais e codificou-as entre medo e raiva. Aqueles que demonstraram mais medo apresentaram pressão alta e hormônios do estresse. Um outro estudo realizado pelo mesmo psicólogo identificou que aqueles que responderam aos ataques de 11 de setembro com raiva em vez de medo se sentiram mais otimistas e realistas quanto aos riscos de um novo ataque no ano seguinte.(fonte: DeAngelis)
Talvez você ache que estas pessoas não estão pensando direito, pois a raiva pode confundir o cérebro. É certo que a raiva altera seu pensamento, mas uma pesquisa recente indica que ela pode mudá-lo para melhor. Um estudo de 2007 demonstrou que pessoas mais bravas eram mais capazes de diferenciar entre argumentos fortes e fracos. (fonte: Wenner) Aqueles que não eram bravos se convenciam igualmente com ambos argumentos. Este estudo sugere que a raiva pode ajudá-lo a focar naquilo que é importante a você e tomar decisões que atendam suas necessidades.
Como mencionamos, você não pode sair por aí bravo o tempo todo e esperar que as coisas aconteçam. Deve haver um nível de moderação associada com esta raiva em ambas situações - nas coisas que te deixam louco e na forma como você lida com elas. Como Aristóteles disse, você tem que ficar bravo com a coisa certa, no tempo certo e lidar com a situação da maneira correta.
Assim, na próxima vez que você se sentir bravo, pergunte a si próprio o que você pode fazer para corrigir o que estiver errado e defender-se. Você pode simplesmente aprender algo sobre você mesmo no processo - mais da metade do grupo de russos e americanos que participaram do estudo, em 1997, sobre raiva revelou sentir uma mudança positiva, com um terço deles reportando que a raiva os ajudou a lidar com falhas pessoais. (fonte: DeAngelis)
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