Para determinar se ficar bravo pode ser bom para você, temos que observar os fatores em cada um dos lados da emoção: por quê você fica bravo e como reage quando fica assim. Vamos dizer que você está brava porque passou uma hora lavando louças, enquanto seu marido estava sentado na frente da televisão. Você está irritada porque também queria assistir à televisão, sem sucesso, porque teve que lavar louça. Isso sem falar que você esperava uma mãozinha na casa vez ou outra.
Quanto mais você pensa, mais percebe que esta é uma boa razão para ficar brava. Você começa a ficar irritada, porque seu sangue está sendo bombeado mais rápido, suas mãos ficam umedecidas, o punho fica cerrado e você nota que seu maxilar está tenso. O que você faz neste momento? Há três formas básicas para lidar com a raiva (ou a expressão dela): reter a raiva, expressá-la ou controlá-la.
A primeira alternativa pode se manifestar na forma de uma fúria na sala de estar, você se joga no sofá irada e se recusa a responder as perguntas que seu marido faz sobre o problema. Expressar sua raiva desta forma não vai fazer muito bem para você. Se você exercitar a segunda opção, pode até ficar furiosa e arremessar os pratos novos e limpos. Neste caso, a raiva não será boa para você nem para os pratos.
Mas se você caminhar até a sala e tiver uma conversa calma e controlada sobre o que está a aborrecendo e como você gostaria que a outra pessoa lidasse com a questão, daí a raiva seria tremendamente positiva para você. Em estudos avançados sobre a raiva, os participantes descreveram a raiva controlada de maneira adequada como uma força iluminadora, que ajuda a identificar tanto os erros como as virtudes em relacionamentos interpessoais. Ficar bravo trouxe mudanças positivas nesses relacionamentos [fonte: Weber (em inglês)].
![]() ©iStockphoto.com/Micheal O Fiachra Quando estiver se expressando, fique calmo e evite linguagem corporal intensa |
Quando você é capaz de administrar e liberar sua raiva da terceira maneira, através de uma conversa calma, muitos daqueles estudos assustadores sobre infarto e morte prematura não se aplicam. O primeiro exemplo, o de retenção da raiva, pode causar depressão. Um estudo revelou que mulheres que suprimem a raiva têm três vezes mais chances de morrer do que aquelas que não suprimem seus sentimentos de raiva (fonte: Fúria). No segundo cenário, violência e agressão excessivas vão ter efeitos sobre o relacionamento e seu corpo.
Mas liberar a raiva da terceira forma será bom para você e para o relacionamento. O lado mais positivo de ficar bravo é perceber que há algo errado no relacionamento e que é melhor lidar com a situação, se você quiser manter o relacionamento. De fato, tal expressão é normalmente positiva para o relacionamento. Um estudo demonstrou que casais que expressam sua raiva de modo produtivo têm probabilidade de viver mais do que aqueles que suprimem a raiva. (fonte: LiveScience)
Mas e se for o tipo de situação na qual você não pode manter uma boa conversa produtiva? Descubra como a raiva pode ser benéfica na próxima página.