Quatro em cada cinco pessoas entre os 12 e os 25 anos têm acne, fazendo dela a condição de pele mais comumente diagnosticada. Apesar de ser bastante estudada, existem muitos conceitos errados sobre como a acne funciona e sobre como tratá-la.

 


Foto cedida por Biblioteca Nacional de Medicina

A acne se forma dentro dos poros. O poro é uma abertura na pele através da qual cresce um cabelo muito fino. As glândulas sebáceas ligadas aos poros produzem uma substância chamada sebo que lubrifica o cabelo e a pele.

A acne ocorre devido a vários fatores. Primeiro, as glândulas sebáceas produzem óleo demais. Então, à medida que a mucosa do poro se renova naturalmente, ela se livra das células mortas. Essas células - não as células na superfície da pele - associam-se ao sebo para criar um tampão. O resultado é um poro aumentado e bloqueado, chamado comedão.

Se o tampão permanece embaixo da superfície da pele, causa uma espinha. Se alcança a superfície da pele, causa um cravo. Se as paredes do poro se fragmentarem, o resultado é uma espinha, também chamada de pústula.

Poros obstruídos criam o ambiente perfeito para a criação de bactérias, o que causa dor, inflamação e inchação. As bactérias e o óleo podem também criar áreas profundas e doloridas chamadas de cistos, que podem resultar em cicatrizes.

Vários fatores podem resultar em acne, inclusive:

  • hormônios
  • hereditariedade
  • alguns medicamentos
  • alguns produtos cosméticos e para maquiagem
  • atrito de roupas e equipamentos esportivos
  • fatores ambientais tais como poluição e umidade

Fatores que não resultam em acne incluem:

  • dieta
  • sujeira na pele
  • o estresse cotidiano normal

O tratamento eficaz da acne se concentra em desacelerar a produção de óleo da pele, acelerar a renovação celular e combater as bactérias. As pessoas com tendência à acne devem limpar a pele suavemente, sem esfregar, usando produtos de limpeza suaves. Podem também se beneficiar de:

  • tratamento com remédios de venda livre que incluam ingredientes como peróxido de benzoíla e ácido salicílico;
  • tratamentos com remédios controlados tais como antibióticos, contraceptivos orais e isotretinoína (Accutane);
  • procedimentos de cirurgia plástica para redução de cicatrizes.

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