O que é o OxyContin?

O OxyContin é o nome comercial da droga hidrocloreto de oxicodona, fabricado pela Purdue Pharma L.P. (em inglês). O OxyContin é uma forma de liberação controlada da oxicodona receitada para tratar da dor crônica. Se usado corretamente, o OxyContin pode aliviar a dor por até 12 horas.

Termos relacionados
  • Agonista - droga que se combina com receptores para iniciar sua ação.
  • Analgésico - composto que alivia a dor ao alterar a percepção dos estímulos relacionados à dor, mas sem produzir anestesia ou perda de consciência.
  • Narcótico - qualquer droga de ocorrência natural ou sintética, com efeitos semelhantes aos do ópio e seus derivados.
  • Opióide - qualquer derivado do ópio ou qualquer narcótico com efeitos semelhantes aos de um opiato.

Fonte: Stedman's Medical Dictionary (Dicionário Médico) />

Atualmente, tem havido muita cobertura da mídia sobre esse remédio devido aos relatos crescentes do uso em excesso. De acordo com uma ficha de informações do ONDCP (Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas dos EUA), estima-se que 1,6 milhões de americanos usaram analgésicos que exigem receita por motivos não médicos pela primeira vez em 1998. Além disso, o ONDCP também relata que o número de casos de emergência causados pelo uso da oxicodona aumentaram quase 36% em um único ano, de 3.369 de janeiro a junho de 1999, para 5.261 no mesmo período do ano seguinte.

A oxicodona é considerada uma substância controlada de nível II de acordo com a CSA (lei americana para substâncias controladas), o que significa que está sob controle legal do DEA (Departamento de Controle de Drogas), órgão do US Department of Justice (Departamento de Justiça dos EUA). Um dos principais fatores que ditam o grau de controle controle da droga é o potencial que ela tem para o uso indevido. Após a droga ter sido classificada como uma substância controlada, fica sujeita a um sistema formal que requer registro, manutenção de informações, restrições na distribuição, segurança na fabricação e relatórios para o DEA.

Você pode questionar o motivo da OxyContin ser uma substância controlada. Para entender isso melhor, vamos pensar sobre o que a oxicodona faz e como ela funciona.

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O uso do ópio tem uma história bem longa. Acredita-se que as civilizações do antigo Egito e da Grécia usavam ópio devido aos seus efeitos entorpecentes. Durante o século XIX, o láudano (ópio dissolvido em álcool) e outros produtos feitos com ópio eram usados na Grã Bretanha e na América para tratar várias enfermidades, desde dor nos dentes em bebês até febre e tosse em crianças e adultos.

Para criar o pó de ópio, extrai-se o líquido leitoso da semente da papoula, tornando possível o isolamento de vários alcalóides para criar opióides como a morfina, codeína e oxicodona. O alcalóide da oxicodona, por exemplo, é a tebaína.

A oxicodona é um opióide agonista. Eles são alguns dos analgésicos mais eficazes que existem e, diferente de outros, têm um efeito que cresce conforme aumentam as doses. Isso significa que, quanto mais você tomar, melhor vai se sentir. Já os outros analgésicos, como a aspirina ou o acetaminofeno, têm um limite para sua eficácia. É possível ver o motivo, especialmente para as pessoas que sofrem com dores crônicas, pelo qual o OxyContin pode ser tão benéfico: ele pode oferecer um alívio quatro vezes maior que o de um analgésico não-opióide, permitindo cuidar até do nível mais grave de dor.

Após a oxicodona ter entrado no corpo, ela estimula certos receptores opióides localizados pelo sistema nervoso central, no cérebro e ao longo da medula espinhal. Quando a oxicodona se liga aos receptores opióides, ocorrem várias respostas fisiológicas, desde alívio da dor até respiração mais lenta e euforia.

No entanto, se for usado em excesso, o OxyContin, assim como outros opiatos e opióides, pode ser perigosamente viciante. Em vez de ingerir a pílula como foi indicado pelo médico, as pessoas que utilizam o OxyContin indevidamente encontram outros métodos de administrar a droga. Como uma maneira de evitar o mecanismo de liberação controlada, acabam mastigando, inalando ou injetando o medicamento para ter um efeito intenso e instantâneo. O uso freqüente e repetido da droga pode fazer com que o usuário desenvolva uma tolerância a esses efeitos, forçando-o a tomar doses maiores para conseguir a mesma sensação e deixando-o cada vez mais viciado na droga.

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