O que é narcolepsia?

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narcolepsia

­O que você viu nos filmes é, de certa forma, verdade. Os narcolépticos pegam no sono de repente, mas a maioria deles é tratada com remédios para evitar que isso aconteça.

A narcolepsia é um distúrbio neuro­lógico do sono, identificado em 1880, por Jean-Babtiste Gelineau. Caracterizado por episódios incontroláveis e recorrentes de sonolência durante o dia, que duram de 15 min a 1h. Esse distúrbio afeta aproximadamente 135 mil norte-americanos e não tem uma cura conhecida. Os sinais de narcolepsia geralmente começam a aparecer entre os 15 e os 30 anos de idade. Os sintomas principais são sonolência excessiva durante o dia, cataplexia, paralisia do sono e alucinações do sono (veja o quadro ao lado). Outros sintomas podem ser: sono noturno agitado ou interrompido, acordar com freqüência e ter pesadelos.

Embora a causa exata da narcolepsia seja atualmente desconhecida, existem muitas teorias em relação à origem desse distúrbio. Alguns dos estudos mais recentes indicam que a narcolepsia poderia estar relacionada à falta da substância hipocretina no cérebro .

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (em inglês), estudaram os cérebros de um grupo de narcolépticos e descobriram que eles tinham de 85% a 95% menos neurônios com peptídeos hipocretina do que as pessoas que não sofriam do distúrbio em um grupo de controle. Os peptídeos hipocretina são um tipo de neurotransmissor no hipotálamo envolvidos no controle do sono e do apetite. Os cientistas descobriram que o nível de neurônios com hormônio concentrador de melanina, também encontrados no hipotálamo, era o mesmo em narcolépticos e em pessoas que não sofriam do distúrbio, isolando os níveis de peptídeos hipocretina como a causa de variação significativa.

As descobertas podem resultar em um tratamento para o distúrbio. Os pesquisadores acreditam que a implantação de novas células de hipocretina no cérebro pode restaurar as funções que faltam nos cérebros dos narcolépticos e, com isso, restabelecer o funcionamento normal do sono. Em outro estudo recente, esse tratamento foi comprovadamente eficaz em cães. Ele ainda não foi testado em humanos.

Outros estudos revelaram que a genética influencia o desenvolvimento da narcolepsia em cães e ratos, mas em humanos a narcolepsia parece não ser hereditária. Na maioria das vezes, um narcoléptico não tem parentes próximos que sofrem do distúrbio e, geralmente, até mesmo um gêmeo idêntico de um narcoléptico não sofre da doença. Os pesquisadores também descobriram que os cérebros dos narcolépticos apresentavam sinais de gliose (processo inflamatório associado à degeneração neuronal) e acreditam que essa possa ser a causa do baixo número de neurônios hipocretina. As descobertas não indicam claramente o que causa a perda desses neurônios, mas os pesquisadores acreditam que isso poderia ser causado por ataques auto-imunes nos neurônios ou por certas sensibilidades a toxinas ambientais.

Embora esse distúrbio crônico não tenha uma cura conhecida, os sintomas podem ser controlados por meio de medicamentos ou de uma mistura de medicamentos e modificação de comportamento. Estimulantes como metilfenidato (Ritalina), dextroanfetamina (Dexedrine) ou pemolina (Cylert) geralmente são prescritos para aumentar a agilidade, ao passo que os antidepressivos como imipramina ou fluoxetina (Prozac) são prescritos para controlar a cataplexia, a paralisia do sono e as alucinações. Fazer exercícios regulares (pelo menos três horas antes da hora de dormir), evitar ou reduzir o consumo de cafeína durante a tarde e à noite, tirar cochilos planejados e comer refeições leves durante o dia podem aliviar a sonolência durante o dia e o sono agitado à noite.

Sintomas da narcolepsia

  • Sonolência excessiva du­rante o dia - desejo incontrolável de dormir durante o dia, mesmo depois de ter dormido bastante na noite anterior.­
  • Cataplexia - ataque repentino e geralmente breve de fraqueza muscular relacionado a uma reação emocional forte (medo, raiva, alegria).
  • Paralisia hipnagógica do sono - episódios breves de paralisia que acontecem quando a pessoa está pegando no sono.
  • Paralisia hipnopômpica do sono - episódios breves de paralisia que acontecem quando a pessoa está acordando.
  • Alucinações hipnagógicas - alucionações intensas, geralmente visuais ou auditivas, que acontecem no princípio do sono (algumas vezes entre pegar no sono e entrar no estado de sono profundo).
  • Alucinações hipnopômpicas - alucionações intensas, geralmente visuais ou auditivas, que acontecem quando a pessoa está acordando.
Fonte: Dicionário médico Stedman

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