Causas das quedas dos idosos
As quedas podem ser conseqüência de vários fatores de risco agrupados relacionados à própria pessoa ou não. Um dos mais freqüentes é o próprio
envelhecimento. O processo de envelhecer leva a várias alterações fisiológicas que incluem:
- alteração da visão com redução da percepção de distância, da visão periférica e da adaptação ao escuro;
- alteração da audição com maior dificuldade para ouvir sinais de alarme;
- Alterações vestibulares em conseqüência de infecções repetidas, cirurgias e a vertigem posicional benigna comum no idoso;
- Alteração das vias nervosas que auxiliam na percepção da posição das nossas articulações;
- Alterações degenerativas do corpo acometendo juntas, musculatura e estrutura óssea;
- Alteração dos baroreceptores que são células nervosas especializadas que auxiliam no controle da pressão arterial ao mudar a posição do corpo de sentado para em pé;
- Alterações ligadas ao descondicionamento físico.
Além de alterações típicas do envelhecimento há doenças que aumentam o risco de quedas como as doenças cardiovasculares. Em idosos, o ato de esvaziar a bexiga ou evacuar pode desencadear um
desmaio (o nome médico é “síncope vaso-vagal”). Entre as
doenças cardiovasculares, o infarto e a insuficiência cardíaca podem levar a quedas. Outro problema freqüente é a chamada
hipotensão postural, que é uma dificuldade de manter a pressão arterial quando o idoso se levanta. Normalmente, quando alguém está sentado e se levanta, há uma adaptação do sistema circulatório a manter os níveis pressóricos dentro da normalidade. O idoso perde essa capacidade de adaptação não conseguindo manter a pressão arterial ao se levantar. A queda dos níveis pressóricos diminui a quantidade de sangue que vai para o cérebro e o idoso desmaia (perde a consciência).
As doenças neurológicas e, principalmente, o
acidente vascular cerebral são uma causa importante de quedas. O paciente com acidente vascular cerebral pode apresentar seqüelas importantes que dificultam a marcha e aumentam o risco de quedas. Além do acidente vascular cerebral, a
doença de Parkinson também pode levar a quedas. Algumas doenças atingem o labirinto, a parte do ouvido que é responsável pelo equilíbrio e também pode ser causa de vertigens que induzem a quedas. Uma das mais conhecidas é a doença de Meunière, em que há um acúmulo de líquido dentro do labirinto, causando vertigens.
Também causam aumento do risco de quedas doenças como o
diabetes, o
hipo e o
hipertireoidismo, a doença pulmonar obstrutiva crônica - geralmente conseqüência do
hábito de fumar por muitos anos -, as embolias de pulmão, a
anemia, as infecções graves e a de pressão.
De uma maneira geral o idoso pode apresentar um
fluxo de sangue para os órgãos
diminuído. Por exemplo, em um idoso que apresenta um fluxo sangüíneo para o cérebro diminuído, o simples ato de comer, com desvio do fluxo de sangue para o intestino, pode diminuir ainda mais o fluxo cerebral e causar um desmaio. `
 ©iStockphoto.com Alguns relutam, mas, às vezes, os idosos precisam de andadores
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A terceira causa mais importante de quedas é o
uso de vários medicamentos ao mesmo tempo. Esses medicamentos acabam interagindo entre si e causando efeitos colaterais importantes. A associação de vários medicamentos para controle da pressão pode causar hipotensão em alguns momentos do dia em que a ação dos medicamentos se soma. Além deles, a interação com medicamentos utilizados para o controle da
depressão, os medicamentos que aumentam a diurese (diuréticos), alguns medicamentos que tratam arritmias cardíacas (quando o coração bate fora de lugar) e medicamentos para o tratamento do diabetes podem causar hipotensão e aumento do risco de quedas.
Outras causas de quedaHá vários
fatores ambientais que aumentam o risco de quedas como: locais mal iluminados, superfícies escorregadias, escadas com degraus muito altos e estreitos e sem corrimão, tapetes soltos sobe o chão, obstáculos no caminho e calçadas em mau estado que dificultem a caminhada. Muitos desses fatores estão presentes no meio ambiente externo à casa do idoso e outros existem na própria residência. Idosos que moram sozinhos freqüentemente vivem em casa não adaptadas para a vida do idoso como, por exemplo, as lâmpadas queimam e não são trocadas. Isso associado à piora da acuidade visual aumenta em muito o risco de acidentes.