Introdução: Por que os idosos caem tanto?

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Quedas de idosos
­Queda é, na maior parte das vezes, quando uma pessoa faz um movimento não intencional com perda de equilíbrio que não consegue ser corrigido. É mais comum nos idosos e geralmente é conseqüência de vários problemas mais comuns nessa faixa etária. São causa de morbidade e mortalidade freqüentes. Quem já não ouviu a história de uma pessoa idosa que escorregou na própria casa e teve fratura do fêmur?

Grande parte dos idosos tem pelo menos um episódio de queda por ano, às vezes com conseqüências graves como internação e morte. Por exemplo, por causa da fratura de fêmur muitos idosos são submetidos à cirurgia e ficam acamados por um tempo. No idoso acamado, o risco de uma trombose nas veias das pernas é muito grande.

Metade dos idosos com mais de 80 anos caem uma vez por ano
©iStockphoto.com/Sharon Dominick
Metade dos idosos com mais de 85
anos caem uma vez por ano

Na trombose, forma-se um coágulo nas veias das pernas. Parte desses coágulos pode se soltar e caminhar pela circulação venosa até o lado direito do coração passando pelo átrio direito, o ventrículo direito e atingindo a artéria pulmonar. No pulmão, as artérias vão diminuindo de tamanho até os vasos muito pequenos, que o coágulo que veio da perna obstrui. Aí, nessa parte do pulmão, o sangue venoso não poderá mais se oxigenar. Esse problema recebe o nome de embolia de pulmão e vem de êmbolo que é o nome que se dá ao pequeno pedaço de coágulo que se despregou do trombo na perna. Quando muitos desses trombos atingem o pulmão, o idoso perde a capacidade de oxigenar o sangue de forma adequada e pode morrer.

Quanto mais velho, maior a chance de cair. Alguns idosos apresentam episódios recorrentes de queda.   Assim em um idoso que cai, o risco de cair novamente nos seis meses seguintes chega a 67%. As quedas são freqüentes nos idosos do sexo feminino e masculino com um predomínio entre as mulheres quando comparadas aos homens de mesma idade. A freqüência de quedas, no entanto, não se altera de acordo com o nível socio-econômico acometendo pobres e ricos da mesma maneira. O idoso doente apresenta um risco maior de cair, por isso, há necessidade de cuidados especiais quando o idoso fica doente ou está se recuperando de alguma cirurgia.

Alguns estudos mostram que 32% dos idosos com 65-74 anos, 35% dos idosos de 75-84 anos e mais de 50% dos idosos com mais de 85 anos caem pelo menos uma vez por ano. No Brasil, as quedas são a sexta causa de morte entre os idosos. Em termos de mortalidade proporcional, as quedas que eram responsáveis por 3% das mortes em 1984 passaram a se responsabilizar por 4,5% das mortes em 1994. As quedas são responsáveis por 70% das mortes acidentais em idosos com mais de 75 anos e estão envolvidas em 12% das mortes em idosos.

Aproximadamente 5% das quedas levam a algum tipo de fratura, 5% a 10% são lesões graves que precisam de assistência médica. Entre as fraturas, 1% é de fraturas de quadril. A incidência de fratura de fêmur proximal em idosos é de 90/10 mil em mulheres e 25,5/10 mil em homens por ano. Dos pacientes acima dos 75 anos que fraturam o fêmur, 25% morrem após seis meses. Entre os que sobrevivem, aproximadamente um terço apresentará perda funcional, piorando a qualidade de vida.   

O idoso que cai várias vezes acaba limitando sua vida por medo de cair. Isso leva a um círculo vicioso de incapacidade e medo que faz com que o idoso acabe perdendo parte da sua independência. A síndrome da imobilidade é quando o idoso deixa de andar por medo de cair restringido sua vida, ficando totalmente sedentários. É um dos problemas a serem evitados no idoso com antecedente de quedas.