Como prevenir a raiva

Autor: 
Laurie Dove

Todo ano, proprietários de cães e gatos se dirigem relutantemente ao seu veterinário para gastar algum dinheiro vacinando seus animais de estimação contra raiva – e fique feliz por isso. A raiva é uma doença sempre (freqüentemente) fatal e dolorosa até há uns dois anos quando o primeiro caso de raiva tratada sobreviveu. A raiva afeta o cérebro e o sistema nervoso dos infectados. Há um trabalho constante de saúde pública para assegurar que a doença seja mantida sob controle exigindo a vacinação de animais domésticos, e restringindo os animais com a doença de entrarem no país. Vamos dar uma olhada em como a doença é transmitida e como se manifesta uma vez dentro do corpo.

Causador

A raiva é causada por um lyssavírus, que é excretado na saliva e ataca o sistema nervoso.

Informação sobre infecção

Sem tratamento adequado, a raiva é fatal para quase toda pessoa que é infectada por ela. A maioria dos animais têm uma taxa de mortalidade semelhante, mas alguns, especialmente os morcegos, podem tolerar a infecção e sobreviver.

O vírus tipicamente é transmitido às pessoas através da mordida de um animal infectado. O vírus viaja da saliva do animal através dos nervos da pessoa para o cérebro, onde pode causar inflamação, inchaço e eventualmente morte. O vírus progride através dos nervos e se estabelece nas glândulas salivares, onde pode ser passado adiante por uma mordida. Houve casos raros de transmissão pessoa a pessoa através de transplantes de córnea (a córnea tem muitos nervos).

Os sintomas iniciais da raiva, como dor de cabeça, febre e mal-estar não são específicos da doença, portanto, contate o seu médico imediatamente se você os sentir depois de ser mordido por um animal. A medida que a doença progride, os sintomas podem incluir insônia, ansiedade, confusão, alucinações, paralisia, salivação excessiva e dificuldade para engolir (hidrofobia). Se você for mordido por um animal raivoso, uma série de vacinações devem ser iniciadas. As vacinações são efetivas apenas se dadas antes dos sintomas se desenvolverem, geralmente de três a quatro semanas após a mordida.

A raiva é uma doença fatal do cérebro e do sistema nervoso central.  Vacine os seus animais de estimação!” /><font  -2=
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A raiva é uma doença fatal que atinge o cérebro e o sistema nervoso central. Vacinar os seus animais de estimação e evitar contato com animais selvagens são boas maneiras de evitar contrair a doença

Quem está em risco?

Aqueles com exposição, acidental ou não, a animais selvagens ou cães andarilhos têm maior risco de contrair raiva. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 30% a 60% das vítimas de mordidas de cães em áreas onde a raiva canina é endêmica são pessoas com menos de 15 anos.

Medidas preventivas

A raiva, embora seja prevalente em animais selvagens, como raposas, gambás, guaxinins, macacos e morcegos, também pode aparecer em animais domésticos, incluindo cães, gatos e doninhas. Aqui estão várias formas de se proteger e a sua família:

  • a raiva pode se esconder em qualquer ambiente "selvagem", incluindo as árvores atrás do seu condomínio. Supervisione os seus cães, gatos e outros animais de estimação; mantê-los em sua propriedade reduzirá o seu risco de exposição;
  • todos os animais de estimação de sangue quente precisam de vacinação contra a raiva – visite o seu veterinário e mantenha as vacinas em dia;
  • quando explorar grandes espaços abertos, tenha em mente que os animais selvagens muito amigáveis estão provavelmente muito doentes para correr. Desfrute da vida selvagem à distância e chame o controle de animais ou o número local de emergência se um animal estiver agindo estranhamente;
  • não atraia animais de forma não intencional ao deixar tampas de latas de lixo abertas, e mantenha morcegos à distância bloqueando as áreas de ninho ao redor da sua casa;
  • ensine aos seus filhos a não brincar ou tocar animais que não conhecem, mesmo se os animais parecerem amigáveis;
  • se você vir um animal selvagem ou animal de estimação espumando pela boca, fique longe e chame o controle de animais. Quando o vírus da raiva ataca o sistema nervoso central, ele torna difícil para o animal engolir a sua própria saliva infectada, levando-o a “espumar”;
  • se o seu animal de estimação for atacado ou mordido por outro animal, relate o ataque ao serviço de saúde local ou às autoridades de controle animal. Mesmo que o seu animal de estimação esteja vacinado, o seu veterinário provavelmente recomendará uma dose de reforço;
  • quando viajar para o exterior, evite contato com animais selvagens e esteja especialmente alerta ao redor de cães. Em áreas em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina, cães são os maiores transmissores da raiva. Antes de viajar para o exterior, fale com o seu médico sobre o seu risco de exposição e o que você deve fazer se for exposto à raiva em um país estrangeiro;

Se você acha que um animal raivoso mordeu você, lave em torno da ferida com água e sabão abundante por pelo menos dez minutos. Note que tipo de animal foi e como estava agindo. Obtenha socorro médico imediatamente e alerte as autoridades de controle animal sobre a localização do animal.

Em nossa página final nós veremos uma infecção que é semelhante à meningite bacteriana. Continue lendo para aprender sobre meningite viral.

Resistência a antibiótico

Você provavelmente ouviu falar sobre “super-bactérias", que são várias formas de bactérias resistentes a antibióticos. Na verdade, o termo deveria ser reservado para organismos com potencial maior e que são capazes de causar mais doenças que se desenvolvem mais rapidamente.

Usar antibióticos não produz resistência. Enquanto os microorganismos se reproduzem, mutações genéticas acontecem aleatoriamente. Algumas dessas mudanças fazem o organismo morrer, algumas não têm efeito, e outras têm bons ou maus efeitos. O organismo resistente se torna predominante porque os outros que não mutaram foram mortos. Mas remova o medicamento e os não-resistentes podem repovoar, porque os resistentes podem não ser tão fortes se o medicamento não estiver presente.

Embora o uso de antibiótico seja útil e até mesmo salve vidas, o tratamento produz alguma resistência entre as bactérias normais que estão em nossa pele, boca e cólon. Para minimizar a resistência, um antibiótico deve ser usado apenas quando necessário, pelo tempo que for necessário, e para tratar apenas o organismo infectante. Usar um antibiótico com um aspecto amplo de atividade ao invés de um que atinja apenas uma bactéria específica pode ser como usar uma arma para elefante para matar um rato. Esse problema é comum em hospitais porque o uso de antibiótico é lugar comum e as “essas drogas” são usadas com freqüência.

Esses dados são apenas para propósitos informativos. Não pretendem fornecer aconselhamento médico. Os editores, o autor e a editora do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., não assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação na dieta, ação ou aplicação de medicamento que resultem da leitura ou observância das informações aqui contidas. A publicação dessa informação não constitui a prática da medicina, e não substituiu o conselho do seu médico ou outro profissional de saúde. Antes de adotar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional de saúde.