Os três tipos de bactérias que tipicamente causam meningite bacteriana são: Haemophilus influenzae tipo b (Hib), Neisseria meningitidis (meningococo), e Streptococcus pneumoniae (pneumococo). Uma quarta bactéria, a Listeria monocytogenes, é uma causa menos comum de meningite. Finalmente, recém-nascidos também podem contrair meningite bacteriana, usualmente por Escherichia coli ou Streptococcus do grupo B no canal de nascimento da mãe.

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Informação sobre a infecção

A meningite bacteriana é uma infecção das membranas (meninges) e do fluido ao redor do cérebro e da medula espinhal (fluido cerebroespinal). Ao contrário da relativamente suave meningite viral, a meningite bacteriana é uma doença grave que pode levar ao dano cerebral, paralisia, perda da audição, dificuldades de aprendizagem, e até a morte.

As crianças são especialmente vulneráveis à meningite bacteriana.  Pergunte ao seu médico de família sobre o momento certo de vacinar o seu filho.” /><font  -2=
2006 Publications International, Ltd.
As crianças são especialmente vulneráveis à
meningite bacteriana. Pergunte ao seu
médico de família sobre o momento certo de
vacinar o seu filho.

As bactérias que causam meningite bacteriana não são altamente contagiosas, mas algumas podem se propagar através de contato próximo, direto. A Listeria se propaga de alimentos contaminados e não passa diretamente de pessoa para pessoa. Em algumas pessoas a bactéria se espalha pelo sangue causando a meningococcemia que geralmente é fatal.

Exceto no caso da Listeria, as bactérias que causam a meningite bacteriana com freqüência estão presentes na garganta e boca ao longo da vida da pessoa. Em pessoas que não foram imunizadas contra uma bactéria em particular e adquiriram a bactéria da meningite recentemente, ela pode penetrar o fluido ao redor do cérebro e da medula espinhal. As bactérias então se multiplicam rapidamente e a inflamação se estabelece, criando os sintomas que marcam a infecção.

Quem está em risco?

Qualquer um pode contrair meningite bacteriana, mas ela é mais comum em bebês, crianças e idosos. A meningite por hemófilos é mais comum em crianças de 18 meses a quatro anos de idade, a meningite meningocócica é mais comum em adolescentes e adultos jovens, e a meningite pneumocócica é mais comum em adultos. A meningite por Listeria geralmente ocorre em pessoas com sistemas imunológicos afetados, especialmente aquelas que fazem quimioterapia para tratamento do câncer.

De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), estudantes universitários que moram em dormitórios também estão em risco para a meningite meningocócica, assim como recrutas militares e aqueles que viajam para áreas do mundo (como a África subsaariana) onde a doença meningocócica é mais comum. A meningite bacteriana é relativamente rara em países desenvolvidos e geralmente ocorre em casos isolados. Epidemias da doença meningocócica continuam a ocorrer em partes do mundo em desenvolvimento.

Medidas preventivas

A vacinação é a melhor defesa contra as três causas mais comuns da meningite bacteriana. Os hemófilos eram a causa principal de meningite bacteriana até os anos 90, quando as vacinas contra Hib se tornaram rotina nas imunizações da infância.

Hoje, com a eliminação virtual da meningite por hemófilos no mundo desenvolvido graças ao uso muito difundido da vacina, a meningocócica e a pneumocócica agora são a origem da maioria dos casos, exceto para os recém-nascidos. De acordo com o CDC, duas vacinas ajudam a proteger contra a maioria, mas não todos, dos tipos de Neisseria meningitidis, a vacina meningocócica polissacarídea (VMP) e a vacina meningocócica conjugada (VMC).

A VMC é recomendada para todas as crianças de 11 a 12 anos de idade. Para aquelas que ainda não receberam a VMC, é recomendada uma dose antes de entrarem no segundo grau. O CDC recomenda vacinação VCM de rotina para pessoas em risco. No Brasil não há obrigatoriedade de vacinação contra meningite, estando a vacinação indicada em surtos epidêmicos.

A vacina meningocócica polissacarídea pode ser utilizada para prevenir a meningite causada pelo pneumococos. Essa vacina é recomendada para pessoas com 65 anos ou mais e pessoas jovens com uma variedade de doenças crônicas ou aquelas que removeram o baço. Uma nova vacina, a vacina meningocócica conjugada, também é recomendada rotineiramente para crianças. Essa vacina pode ser tão ativa contra a infecção pneumocócica em crianças quanto a vacina Hib foi contra a meningite por Haemophilus influenzae.

Não existe vacina para prevenir a infecção por Listeria. As pessoas suscetíveis à meningite bacteriana, como as que fazem quimioterapia para tratamento de câncer ou as que recebem tratamento para prevenir rejeição de órgãos após um transplante, devem evitar alimentos de alto risco, como carnes de rotisseria, cachorros quentes, e queijos macios não pasteurizados.

As doenças que afetam o cérebro não estão limitadas àquelas transmitidas de um humano para outro. Os nossos amigos no reino animal abrigam a sua cota de vírus mortais também, que eles passam adiante aos humanos. Uma doença do cérebro adicional e quase sempre fatal quando não tratada, é discutida na próxima página.

Infecções que desafiam a geografia

Algumas doenças infecciosas recebem os seus nomes dos locais onde elas foram descritas pela primeira vez, mas a infecção pode ocorrer agora com muito mais freqüência em outros locais. Por exemplo:

encefalite da Califórnia: essa infecção do cérebro propagada por mosquito afeta pessoas com muito mais freqüência nas áreas dos lagos de Wisconsin. Essa variante da encefalite da Califórnia é chamada de vírus LaCrosse.

Febre das "Rocky Mountain" Montanhas Rochosas: pessoas nos estados do Meio Atlântico contraem muito mais essa infecção bacteriana propagada por carrapatos.

Encefalite de St. Louis: epidemias dessa infecção propagada por mosquito ocorrem com mais freqüência na Flórida.

Esses dados são apenas para propósitos informativos. Não pretendem fornecer aconselhamento médico. Os editores, o autor e a editora do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., não assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação na dieta, ação ou aplicação de medicamento que resultem da leitura ou observância das informações aqui contidas. A publicação dessa informação não constitui a prática da medicina, e não substituiu o conselho do seu médico ou outro profissional de saúde. Antes de adotar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional de saúde.