![]() Organização Mundial da Saúde/Divulgação Vacinação em massa promovida pela Organização Mundial da Saúde para erradicar a doença; focos ainda persistem em países africanos |
No início de 2005, o número de casos notificados da doença tinha diminuído em 99%, com somente seis países mantendo casos endêmicos de poliomielite pelo vírus selvagem: Nigéria e Índia com o maior número de casos, seguidos por Paquistão, Niger, Afganistão e Egito com um número pequeno de casos.
No período de 2002-2003, a Índia apresentou 1.517 casos, seguida pela Nigéria com 180 casos. A Índia instituiu uma ampla campanha de vacinação com auxílio de voluntários, reduzindo a 224 casos ao final de 2003, 134 em 2004 e somente 15 em 2005. Entretanto, na Nigéria, vários líderes religiosos acusaram a vacina contra a pólio de causar infertilidade e transmitir o vírus da aids, o que levou a um retrocesso nas campanhas. Isso levou a um grande aumento do número de casos com exportação do vírus para 18 países. Atualmente o número de casos de pólio por vírus importado é superior ao número de casos de países onde a pólio é endêmica.
Para deter os casos importados de poliomielite em países que já tinham erradicado a doença, tanto a África quanto a Ásia realizaram grandes campanhas de vacinação com a imunização de 375 milhões de crianças em 45 países. Em 2005, a importação de casos da Arábia Saudita e do Sudão (países com baixa cobertura vacinal) levou a uma importante epidemia na Indonésia que estava há dez anos sem casos de poliomielite por vírus selvagem.
Esses problemas mostraram a importância de se manter uma alta cobertura vacinal mesmo que a doença tenha sido erradicada do país, o que impede a importação de novos casos de países que ainda persistem com a doença. Além da Indonésia, o Iêmen também apresentou vários casos importados, com a instalação de vários dias nacionais de vacinação para conter a doença. O país com maior número de casos continua sendo a Nigéria.
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