As pílulas de dieta realmente funcionam

Muitos fabricantes de pílulas de dieta vendidas sem prescrição médica afirmam que seus produtos ajudarão você a perder peso milagrosamente - como até 15 kg em 30 dias - sem dieta ou exercícios. Suas promessas parecem boas demais para ser verdade.

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Zantrex-3 promete "perda de peso de mais de 546%"
Estudos clínicos mostraram que algumas pílulas, especialmente as variedades prescritas mais recentemente, ajudam as pessoas a perder alguns quilos. Mas a maioria desses anúncios que você vê na Internet e na TV são de produtos que não foram regulamentados, testados e comprovados.

Até mesmo as pílulas de dieta mais eficazes só podem ser tomadas por um curto período de tempo - geralmente seis meses ou menos. Durante esse tempo, os medicamentos de perda de peso prescritos pelo médico podem fazer você perder de 2,5 a 12 kg, ou até 10% do peso de seu corpo. Mas depois de seis meses, seu corpo desenvolve uma tolerância aos efeitos desses medicamentos, diminuindo a perda de peso. Depois disso, se você também não seguir um plano saudável de alimentação e exercícios, voltará ao peso anterior.

Quem deve usar pílulas de dieta prescritas?
As pílulas de dieta com prescrição médica não servem para aqueles que querem perder alguns quilos só para entrarem em um vestido ou smoking. Somente as pessoas "obesas" (aquelas que estão 30% acima de seu peso ideal ou que têm um Índice de Massa Corporal de 30 ou mais - visite National Heart, Lung and Blood Institute: Healthy Weight (em inglês) para calcular seu IMC) ou que têm histórico de pressão arterial ou diabetes são bons candidatos para os medicamentos de dieta prescritos, de acordo com o National Institutes of Health (em inglês).

Mesmo com quase 16% das crianças americanas acima do peso, a maioria das pílulas de dieta não é recomendada para crianças abaixo de 16 anos. A única exceção é o orlistat, que pode ser usado com segurança por adolescentes de 12 anos ou mais.

Efeitos colaterais do uso da pílula de dieta

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Suplementos dietéticos "naturais" contêm sinefrina, um composto equivalente à efedra, encontrada em frutas cítricas
Como pílulas de dieta diferentes contêm ingredientes diferentes, os efeitos variam.

Já que os bloqueadores de gordura, como o orlistat, removem o excesso de gorduras pelo intestino, eles podem provocar cólicas, gases e diarréia. Em virtude destes medicamentos reduzirem também a absorção de vitaminas e nutrientes essenciais, as pessoas que tomam Xenical são aconselhadas a tomarem diariamente um suplemento polivitamínico.

A sibutramina e outros inibidores de apetite semelhantes estimulam o sistema nervoso simpático, que pode aumentar a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Isto aumenta o risco de infarto do miocárdio, especialmente entre as pessoas que já sofrem de pressão arterial, batimentos cardíacos irregulares ou doença cardíaca. De fato, entre fevereiro de 1998 e março de 2003, o FDA recebeu relatórios de 49 mortes relacionadas com a sibutramina. Outros efeitos colaterais menores incluem constipação, dor de cabeça, boca seca e insônia (já que as substâncias químicas desses medicamentos também influenciam o sono).

Pílulas de dieta de ervas, mesmo que sejam "naturais", podem ter efeitos colaterais potencialmente perigosos dependendo de seus componentes. "Erva" não significa necessariamente "segurança". Além disso, em virtude de serem consideradas parte da indústria alimentícia e regulamentadas de maneira diferente pelo FDA, não há garantia de que elas possam funcionar como relato por seus fabricantes.

Pílulas de dieta perigosas
Em meados dos anos 90, a indústria de pílulas de dieta crescia rapidamente. Em 1996, mais de 18 milhões de pessoas nos Estados Unidos tomaram um coquetel de inibidores de apetite: fenfluramina (ou dexfenfluramina) e fentermina, conhecido como fen-phen - e muitas tiveram sucesso. Mas, rapidamente, os médicos de todo o país começaram a ver que os pacientes, anteriormente saudáveis, estavam desenvolvendo uma doença cardíaca fatal. Em setembro de 1997, o FDA anunciou que estava retirando os medicamentos "fen" do mercado, devido a ligação com problemas cardíacos. A fentermina ainda está disponível.

Outro componente popular da pílula de dieta, na década de 90, foi um poderoso estimulante equivalente à anfetamina chamado efedra (ou a erva chinesa ma huang), que, combinado com cafeína, provocou perda de peso considerável. Por acelerar os batimentos cardíacos, o problema foi que a efedra também aumentou drasticamente o risco de infarto e derrame cerebral. A efedra está relacionada à adrenalina, que em momentos de estresse comprime os vasos sangüíneos, eleva os batimentos cardíacos e deixa o corpo pronto para lutar ou correr. Pelo menos 155 pessoas morreram por terem usado medicamentos que continham efedra. No fim de 2003, o FDA anunciou que proibiria a venda de todos os medicamentos que contivessem efedra. Em resposta, os fabricantes de pílulas de dieta vendidas sem prescrição médica, passaram a tirar o componente de seus produtos e a produzir versões sem efedra.

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