Em um estudo publicado na Revista de Medicina da Nova Inglaterra, em agosto de 2008, as gestantes com alto risco de parto prematuro receberam sulfato de magnésio. O índice de paralisia cerebral em bebês caiu pela metade. O responsável pela pesquisa, Dr. Dwight J. Rouse, afirma que o medicamento pode proteger contra a lesão cerebral causada pelo inchaço, inflamação e falta de oxigênio. |
Às vezes, a paralisia cerebral acontece quando o cérebro do bebê simplesmente não se desenvolve corretamente devido a um distúrbio genético ou outro problema no útero. Entretanto, doenças, infecções ou outros problemas que a mãe apresenta podem ser um fator. As gestantes que sofrem de diabetes e epilepsia têm um risco mais elevado de darem à luz a um bebê com paralisia cerebral. O mesmo acontece com as mães que adquirem infecções como rubéola, toxoplasmose (um parasita), infecções renais ou herpes. O consumo de álcool, fumo e alguns medicamentos, durante a gestação, também pode causar lesão no cérebro que leva à PC.
Além disso, existem alguns problemas específicos à gravidez que podem ocasionar a paralisia. Pré-eclampsia, um distúrbio que provoca pressão alta, pode afetar o fluxo de sangue no cordão umbilical e na placenta e impedir que o feto receba oxigênio. O mesmo acontece com outros problemas na placenta, como descolamento, em que ela se separa da parede uterina. Incompatibilidade de fator Rh, que ocorre quando o tipo sanguíneo da mãe é positivo e o do bebê negativo (ou vice-versa), pode fazer com que o bebê fique com icterícia ao nascer. Bebês com icterícia (em inglês) severa que não recebem o tratamento adequado estão suscetíveis a um tipo específico de lesão cerebral chamado kernicterus.
![]() © istockphoto.com / Michal Koziarski Recém-nascidos com icterícia são tratados com luz colorida para diminuir os níveis de bilirrubina, o pigmento amarelo da bile que causa o problema. Se não for tratada, a icterícia severa pode levar à lesão cerebral. |
Cerca da metade das crianças com paralisia cerebral nasceu de parto prematuro (menos de 37 semanas) e com peso inferior a 1,5 kg. Esses bebês são suscetíveis a várias complicações e infecções que podem causar paralisia cerebral. Uma delas é a hemorragia intraventricular (HIV) - ou sangramento no cérebro - que ser for grave o suficiente para causar inchaço, a pressão no cérebro pode levar a lesões. Bebês prematuros também podem ter lesões cerebrais devido a problemas respiratórios - que impedem que o cérebro receba quantidade suficiente de oxigênio - e à baixa circulação sanguínea em geral.
Mas não são só os bebês que correm risco. Crianças maiores também podem ter paralisia cerebral se:
A seguir, veremos os quatro principais tipos de paralisia cerebral.