Como funciona a paralisia cerebral

Autor: 
Shanna Freeman

Ao ouvir a expressão paralisia cerebral (PC), talvez você imagine uma pessoa fisicamente incapacitada. Se você já viu alguém com PC, é provável que ela estivesse usando bengala, suspensórios, andador ou cadeira de rodas para se locomover. Mas é possível que existam mais pessoas que você conhece com paralisia cerebral - você só não sabe disso porque elas foram pouco afetadas. Para você, parecem "normais", mas talvez já tenha notado que são bastante descoordenadas ou que, às vezes, elas andam na ponta dos dedos. A imagem de uma pessoa em uma cadeira de rodas é apenas um dos muitos mitos que cercam o grupo dos distúrbios conhecidos como paralisia cerebral.

Criança com paralisia cerebral sorri para a câmera
© istockphoto.com / Stephanie Horrocks
Criança com paralisia cerebral sorri para a câmera

 
A paralisia cerebral não é uma doença, mas sim um termo para várias condições ou diferentes distúrbios relacionados que causam problemas com movimentos. "Cerebral" refere-se à parte do cérebro que se pensava ser a afetada: os hemisférios cerebrais (embora hoje saibamos que também afeta outras partes desse órgão). "Paralisia" faz referência aos tremores involuntários, rigidez, falta de sensação e paralisia de partes do corpo. A paralisia cerebral não é contagiosa e nem piora com o passar do tempo, embora alguns sintomas possam levar a problemas secundários.

As pessoas com paralisia cerebral apresentam uma lesão no cérebro que ocorreu durante a gestação, o parto ou logo após o nascimento. A lesão é irreversível, motivo pelo qual a paralisia cerebral pode ser tratada e controlada, mas não curada. Cerca de 8 mil crianças nascem com paralisia anualmente, e, atualmente, há mais de 750 mil crianças e adultos nos Estados Unidos que sofrem de PC [fonte: Associações Unidas de Paralisia Cerebral (em inglês)].

Vamos começar analisando as muitas causas possíveis da paralisia cerebral.