por Craig Freudenrich, Ph.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Explicações para o paradoxo da obesidade
Explicações para o paradoxo da obesidade
A comunidade médica teve reações diferentes em relação à idéia do paradoxo da obesidade. Muitos médicos e cientistas estão céticos porque as descobertas vão de encontro ao que é esperado da população normal. O pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas e da Universidade de Medicina de Baylor revisaram muitos relatórios publicados sobre o paradoxo da obesidade e pensaram em seis razões para explicar essas descobertas e, possivelmente, para justificar a razão de continuarem céticos em relação a elas [fonte: Habbu].
- O número de pessoas estudadas nos relatórios do paradoxo da obesidade geralmente era pequeno. Portanto, será que esses resultados se aplicam ou seriam os mesmos em populações bem maiores?
- As técnicas estatísticas mostraram associações entre os fatores, mas não conclusões de causa e efeito. Então, os resultados podem não ser reais.
- Em muitos estudos, a insuficiência cardíaca congestiva foi diagnosticada por meio de sintomas clínicos (dificuldade para respirar e inchaço nas extremidades) e não de exames de laboratório (como ecocardiografia, exame cardiopulmonar e cateterismo cardíaco).
- Esses critérios clínicos para diagnosticar a insuficiência cardíaca congestiva não foram validados em populações obesas e podem não ser aplicáveis.
- Em alguns estudos, em que exames de laboratório foram realizados, os pacientes obesos tinham funções cardíacas um pouco melhores (capacidade de pulsação, distribuição de oxigênio) do que os com peso normal ou abaixo do peso.
- Portanto, os pacientes obesos podiam estar um pouco mais "saudáveis" em relação a ICC ou em estágios iniciais da doença do que os outros com peso normal ou abaixo do peso. Então, os índices de sobrevivência dos obesos foram maiores.
- A insuficiência cardíaca congestiva (e a doença renal crônica) é uma doença debilitante. Os pacientes ficam tão doentes que perdem peso (gordura e massa muscular) durante a evolução da doença. Isso pode levar a duas conclusões.
- Mais uma vez, os pacientes obesos poderiam estar mais "saudáveis" ou em estágios iniciais dessas doenças crônicas. Os pacientes com doenças crônicas que apresentam baixos IMCs não têm esses níveis intencionalmente, mas sim em razão da natureza da doença debilitante. Nenhum dos estudos diferenciava a perda de peso intencional (por meio de dieta e exercício) da involuntária (devido à doença).
- Os pacientes obesos podem ter uma reserva metabólica melhor do que os com peso normal ou abaixo do peso.
- Poucos desses estudos examinaram a obesidade extrema (IMC acima de 35). Em alguns estudos que fizeram isso, os extremamente obesos não tiveram uma chance de sobrevivência maior do que as pessoas abaixo do peso. Portanto, as curvas de sobrevivência poderiam estar em formato de U. Os pacientes com peso normal ou acima do peso teriam mais probabilidades de sobrevivência do que aqueles que estão nos extremos - abaixo do peso ou extremamente obesos.
- Alguns estudos recentes questionaram se o IMC seria a melhor maneira de classificar a obesidade. Talvez a circunferência da cintura ou da relação cintura-quadril possa ser um melhor indicador da obesidade. Esses critérios são baseados nas advertências de que a gordura acumulada na cintura é pior em relação aos riscos da obesidade do que a acumulada em outros lugares. [fonte: Romero-Coral].
Na próxima seção, vamos ver mais algumas explicações a favor e sobre as críticas à teoria do paradoxo da obesidade.
 Foto cedida pelo FDA (em inglês)
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