Em 2001, A. Mosterd e seus colegas da Holanda estudaram o prognóstico de pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca. Eles fizeram análises estatísticas em mais de 5 mil pacientes, alguns com insuficiência cardíaca. Eles descobriram que pacientes com IMCs baixos e pressão baixa tinham índices mais altos de morte em hospitais do que pacientes com IMCs maiores. Os pesquisadores afirmaram que suas descobertas confirmavam resultados parecidos de um estudo de 1993 em Massachusetts e, desde 2001, pelo menos oito estudos confirmaram as descobertas. Então, embora a obesidade seja um conhecido fator de risco para a insuficiência cardíaca e supostamente cause problemas para pacientes que sofrem dessa doença, parece que o inverso também pode acontecer.
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A obesidade é um grande fator de risco para doenças cardiovasculares (como hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial coronária) e doença renal crônica (em inglês). Em pacientes que sofrem dessas doenças crônicas, no entanto, parece que a obesidade está associada a uma chance maior de sobrevivência. Se essa descoberta realmente for vedade, ela pode ter implicações importantes na maneira como os médicos tratam pacientes com doenças crônicas. Os médicos poderiam parar de colocar seus pacientes em dietas e recomendar que eles percam peso.
Então, por que o paradoxo da obesidade acontece? Vamos descobrir na próxima seção.