Introdução

obese guy
Jeff Mitchell/Getty Images (em inglês)
A obesidade é uma epidemia
crescente, mas ela poderia ser
benéfica em algumas situações?

Cerca de 65% dos norte-americanos estão obesos ou acima do peso e o Centro de Controle e Preveção de Doenças (CDC) classificou a obesidade como uma epidemia nos Estados Unidos. De acordo com os institutos NIDDK e NIH dos EUA, a obesidade custa mais de US$ 117 milhões por ano em assistência médica para os norte-americanos [fonte: NIDDK/NIH (em inglês)]. Se você for obeso, corre de 50 a 100% mais risco de morte do que uma pessoa com peso normal. A obesidade é um fator de risco em doenças, como pressão alta, doença cardíaca e diabetes tipo 2. Estudos recentes, no entanto, mostraram que pessoas obesas com doenças crônicas têm mais chance de sobrevivência do que as pessoas com peso normal. Essa descoberta foi chamada de paradoxo da obesidade. Antes de buscar aqueles doces extras ou adiar sua dieta, porém, vamos examinar a obesidade.

As pessoas obesas têm gordura corporal em excesso. As pessoas acima do peso têm peso corporal em excesso (o peso inclui os ossos, a gordura e os músculos). Em geral, as mulheres têm mais gordura corporal do que os homens. As mulheres com mais de 30% de gordura corporal e os homens com mais de 25% são considerados obesos.

Cérebro idoso

Pessoas obesas têm 8% menos tecido cerebral do que o comum. Isso faz com que seus cérebros pareçam 16 anos mais velhos do que os de pessoas com peso normal.

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Os cientistas podem medir a gordura corporal com técnicas de concentração de raio-X e pesagem debaixo d'água, que se baseiam no fato de que o tecido adiposo tem uma densidade diferente dos ossos ou dos músculos. Esses métodos, porém, não são práticos para as visitas de rotina ao médico. Então, os principais profissionais da saúde usam outros métodos (como a altura, o peso e a espessura das dobras da pele).

O método mais popular e mais utilizado para avaliar a obesidade é o índice de massa corpórea (IMC). O IMC é a proporção do peso com a altura. Essa é a fórmula:

IMC = peso / altura2

Por exemplo, uma mulher com 1,65 m e 67,5 quilos teria um IMC de 25. De acordo com essas categorias de IMC, ela está acima do peso, mas não obesa.

  • Menos de 18,5 = abaixo do peso
  • 18,5 a 24,9 = peso normal
  • 25 a 29,9 = acima do peso
  • Mais de 30 = obeso

Existem várias tabelas online baseadas nos cálculos de IMC que podem ser usadas para classificar o peso.

BMI Graph
Imagem cedida por FDA (em inglês)

A obesidade afeta homens e mulheres de todas as raças e etnias, mas as mulheres têm uma porcentagem mais alta de obesidade do que os homens. Nos EUA, os afro-americanos têm a porcentagem mais alta de obesidade, seguidos pelos mexicano-americanos e pelos brancos não hispânicos. A obesidade afeta cerca de 11 a 28% das crianças, que apresentam os mesmos padrões raciais e étnicos de obesidade. A obesidade aumenta o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares (em inglês), derrame cerebral (em inglês), câncer, cálculo biliar (em inglês) e diabetes. Os pacientes obesos podem ter níveis mais altos de colesterol e lipídios (em inglês)circulando em sua corrente sangüínea. Isso pode resultar no desenvolvimento de placas de ateroma nos vasos sangüíneos, que aumentam o risco de pressão alta, ataque cardíaco e derrame cerebral. Então, a obesidade é um fator de risco conhecido para o desenvolimento de doenças cardiovasculares.

A seguir, vamos aprender como os cientistas descobriram o paradoxo da obesidade.