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| órgãos fora do corpo |
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Você já deve ter ouvido falar sobre crianças que nascem com o fígado exposto ou com partes do intestino do lado de fora do abdômen. Embora você possa achar a possibilidade remota, esse tipo de problema é mais comum do que você imagina. Na verdade, acontece uma vez a cada 5 mil nascimentos.
Esses defeitos congênitos representam um risco de morte, especialmente se o quadro é associado a outros defeitos congênitos, infecções e complicações. A boa notícia é que se aprendeu muito sobre esse problema nas últimas décadas e, com isso, os médicos aprimoraram bastante os métodos de detecção e tratamento.
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Vamos analisar duas condições nas quais os órgãos ou parte deles nascem do lado externo do corpo: a gastrosquise e a onfalocele.
Ambas as condições acontecem devido a um problema durante o desenvolvimento dos órgãos. Entre a sexta e a décima semana de gravidez, o intestino, o estômago e o fígado do bebê saem através do cordão umbilical. No entanto, por volta da décima semana, o intestino do bebê retorna para o abdome. Durante os estágios iniciais do desenvolvimento, existe um pequeno orifício nos músculos abdominais do bebê, através do qual o cordão umbilical se liga à placenta. Nas etapas posteriores do desenvolvimento, esses músculos abdominais crescem para fechar esse pequeno orifício. Quando os órgãos abdominais não retornam à cavidade abdominal e os músculos não conseguem fechar, caracteriza-se a gastrosquise ou a onfalocele, dependendo da gravidade.
Vamos analisar a gastrosquise, a condição menos grave, na próxima página.