![]() Uma sinapse é o local em que dois neurônios estão em contato. O neurônio pré-sináptico libera um neurotransmissor, que se liga a receptores na célula pós-sináptica. Isso permite que sinais sejam transmitidos de neurônio a neurônio através do cérebro. |
Enquanto os sinais são conduzidos através dos neurônios individuais na forma de corrente elétrica, a comunicação entre os neurônios é mediada por mensageiros químicos, chamados de neurotransmissores. Os neurotransmissores cruzam o espaço físico entre dois neurônios e se ligam a receptores protéicos específicos na célula pós-sináptica. Após se ligarem, esses receptores colocam em movimento alterações fisiológicas dentro do neurônio, que permitem que ele envie o sinal para o próximo neurônio.
Cada neurotransmissor tem sua própria família específica de receptores. A nicotina age ancorando-se em um subconjunto de receptores, que se associam ao neurotransmissor acetilcolina. A acetilcolina é o neurotransmissor que, dependendo da região do cérebro em que o neurônio está localizado:
![]() A acetilcolina é liberada de um neurônio e se liga a receptores nos neurônios adjacentes |
Assim como a acetilcolina, a nicotina conduz uma explosão na atividade dos receptores. Contudo, ao contrário da acetilcolina, a nicotina não é regulada pelo corpo. Enquanto os neurônios normalmente liberam pequenas quantidades de acetilcolina de maneira controlada, a nicotina ativa os neurônios colinérgicos que usam principalmente acetilcolina para se comunicar com outros neurônios, em várias regiões diferentes de seu cérebro de forma simultânea. Esse estímulo cria:
A nicotina também aumenta o nível de outros neurotransmissores e compostos químicos que modulam a maneira de trabalhar do seu cérebro. Por exemplo, o seu cérebro produz mais endorfinas como resposta à nicotina. As endorfinas são pequenas proteínas que são comumente chamadas de analgésicos naturais do corpo. Acontece que a estrutura química das endorfinas é muito semelhante à estrutura de analgésicos sintéticos potentes como a morfina. As endorfinas também podem levar a sensações de euforia. Se você conhece o "barato" que corredores sentem durante uma corrida forte, você já experimentou o "barato da endorfina." Essa liberação de compostos químicos lhe dá uma vantagem mental para terminar a corrida e, ao mesmo tempo, mascara as dores incômodas que você pode estar sentindo.