A neuropatia diabética é uma doença que pode gerar uma longa lista de problemas de saúde. Por isso, é importante que os cientistas estudem inúmeras teorias sobre como a diabetes afeta o sistema nervoso. Na realidade, a maioria dos especialistas concorda que a neuropatia diabética é provavelmente o resultado de diversas mudanças biológicas que ocorrem simultaneamente.
Assim, não há dúvidas de que níveis elevados de glicose são ruins para os nervos. Diferentemente dos músculos, órgãos e tecidos gordurosos, os nervos não precisam de insulina para absorver a glicose. Então, se a taxa de açúcar do sangue subir, os nervos ficam saturados de tanto doce. As enzimas processam o açúcar excedente, convertendo-o em sorbitol e frutose, levando a níveis reduzidos de outras substâncias importantes.
![]() Níveis altos de glicose podem contribuir para o rompimento da |
Com o desgaste da bainha de mielina e a lesão da estrutura do nervo, os sinais transmitidos pelos axônios podem se tornar confusos. Alguns sinais vão demorar, como se de repente o seu cérebro passasse de acesso à Internet por banda larga para acesso discado. Outros sinais nervosos podem ser bloqueados completamente.
Existem outros fatores que contribuem para a neuropatia diabética:
- artérias obstruídas - os nervos precisam de sangue rico em oxigênio para sobreviver, e a diabetes aumenta o risco de arteriosclerose, ou de estreitamento dos vasos sangüíneos;
- glicosilação de substâncias - os produtos finais da glicosilação avançada, ou seja, produtos formados quando a glicose presente em alta concentração no sangue do diabético se combina a outras substâncias do corpo, são comportos que podem lesar os axônios e favorecer a criação de radicais livres, moléculas que prejudicam as células saudáveis;
- baixos níveis de fator de crescimento do nervo e de insulina - o fator de crescimento do nervo (NGF) é necessário para se ter nervos saudáveis; os animais com níveis muito baixos de NGF tendem a ter uma neuropatia diabética grave. A insulina, hormônio vital, deficiente em pessoas com diabetes do tipo 1, é importante também para o desenvolvimento de nervos saudáveis;
- inflamação - de acordo com uma teoria, a neuropatia diabética pode ocorrer porque o sistema imunológico do corpo inicia um ataque aos nervos do nosso próprio corpo.
A neuropatia diabética pode causar sintomas e problemas funcionais em qualquer parte do corpo. Em geral, os primeiros sinais apenas incomodam um pouco. As primeiras características que os médicos procuram para diagnosticar a neuropatia diabética são formigamento ou dormência nos pés, pernas, braços ou mãos.
Conforme o dano ao nervo vai se agravando, a neuropatia pode prejudicar a comunicação entre o cérebro e os músculos e órgãos, causando dores que enfraquecem o corpo, o que no final pode levar à perda da sensibilidade naquela região. A neuropatia não causa apenas novos problemas de saúde, ela também agrava as complicações já existentes e pode até interferir na vida sexual.
Para mais informações sobre o diabetes e suas complicações, consulte os links abaixo.
- A Neuropatia diabética é uma lesão complexa que não pode ser ignorada. Saiba mais sobre ela nesse artigo.
- A lesão dos nervos dos pés pode levar a uma das mais comuns complicações da diabetes: inflamações e outros problemas nos pés. Saiba mais lendo Diabetes e problemas nos pés.
- Os sintomas da diabetes vão desde o aumento da sede e da fome até a perda repentina de peso. Leia Sintomas da diabetes para saber mais.
- Para aprender mais sobre o diebetes em geral, incluindo o diagnóstico, causas, sintomas e o tratamento, leia Como funciona a diabetes.
Sobre os consultores: Dana Armstrong, R.D., C.D.E., Graduou-se em nutrição pela Universidade da Califórnia, Davis e completou seu estágio em dieta no Centro Médico da Universidade de Nebraska em Omaha. Trabalhando na rede privada há 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que já benefeciaram 5000 pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Centro de Cuidados com a Diabetes em Salinas, Califórnia. Allen Bennett King, M.D., F.A.C.P., F.A.C.E., C.D.E., graduou-se e estagiou na Universidade da Califórina, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universidade Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e dá palestras por todo país sobre novos avanços em diabetes.
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