Sinais da síndrome de Munchausen por procuração

Autor: 
Stephanie Watson

Os sinais da síndrome de Munchausen por procuração incluem:

  • criança que é freqüentemente hospitalizada com sintomas incomuns e inexplicáveis que parecem desaparecer quando o responsável não está presente;
  • sintomas que não condizem com os resultados dos exames da criança;
  • sintomas que pioram em casa, mas melhoram quando a criança está sob cuidados médicos;
  • remédios ou substâncias químicas no sangue ou na urina da criança;
  • irmãos da criança que morreram sob circunstâncias estranhas;
  • responsável que é preocupado demais com a criança e excessivamente disposto a obedecer os profissionais da saúde;
  • responsável que é enfermeiro ou trabalha na área de saúde.

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George Doyle/Getty Images
Os médicos muitas vezes não conseguem descobrir o que há de errado quando o responsável por uma criança­
sofre de síndrome de Munchausen por procuração

As vítimas da síndrome de Munchausen por procuração têm que fazer exames e tratamentos desnecessários que podem ser dolorosos ou perigosos. Como o responsável parece estar preocupado de verdade, muitas vezes é difícil para o médico descobrir o problema antes que seja tarde demais. Essa dificuldade em diferenciar a síndrome de Munchausen por procuração de uma doença real já resultou em uma série de alegações falsas contra os pais.

Pegos pela câmera
Na década de 1990, o Dr David Southall, da Inglaterra (em inglês), realizou uma experiência usando câmeras de vigilância escondidas em quartos de um hospital para flagrar as pessoas suspeitas de sofrerem de síndrome de Munchausen por procuração. Suas câmeras de vídeo (em inglês) capturaram imagens horríveis de mães sufocando e envenenando suas crianças. Dos 39 suspeitos que ele gravou, 34 foram flagrados machucando seus filhos e os outros cinco admitiram, depois, terem matado as crianças.

Embora Southall tenha sido considerado o defensor das crianças em alguns círculos, ele foi difamado como inimigo das mães em outros. Muitos pais foram enviados para a prisão e alguns afirmam terem sido acusados injustamente, com base nas evidências que ele forneceu. Em 2004, Southall foi considerado culpado por um grave delito profissional depois de ter feito uma acusação falsa de que um homem havia matado seus filhos, e foi temporariamente impedido de trabalhar com vítimas de abuso infantil.