Em janeiro de 1993, um bebê (o primeiro de 27 casos), na região de Cleveland - Ohio, sofreu uma hemorragia pulmonar aguda. As crianças sangravam pelo nariz e seus pulmões foram infectados por uma doença desconhecida. Uma delas morreu. Foi feita uma investigação sobre o motivo desse terrível surto e descobriu-se que as casas onde viviam os bebês doentes haviam sofrido sérios danos causados pela água. Dentro dessas casas foi encontrado o fungo Stachybotrys chartarum (S. chartarum). Aparentemente, a infecção das crianças foi causada por um fungo tóxico.
Galeria de imagens de furacões (em inglês)
Embora o termo "fungo tóxico" seja sugestivo e alarmante, não é exatamente o fungo que é tóxico, mas os esporos que ele produz. S. chartarum e outros fungos, como Fusarium e Trichoderma, soltam esporos que possuem substâncias perigosas chamadas micotoxinas. Quando transportados pelo ar, eles podem ser inalados. Eles também podem ser absorvidos através da pele e dos intestinos. E, além dos esporos tóxicos, esses fungos também produzem gases que liberam micotoxinas.
Acredita-se que os esporos tóxicos causem irritações na pele, assim como inflamação pulmonar, e possam suprimir o sistema imunológico do corpo. Afirmou-se também que o fungo tóxico é responsável pela perda de memória e lesões cerebrais. Embora um tribunal tenha decidido em favor de tal afirmação, a medicina ainda precisa comprovar a ligação [fonte: White].
As micotoxinas podem prejudicar a saúde humana através da citotoxicidade - os esporos destroem as células vivas para diminuir a disputa por recursos. Assim, as células ficam sujeitas a ataque quando os esporos tóxicos, como os encontrados na superfície do S. chartarum, invadem o corpo. Isso poderia ter inúmeros efeitos na saúde das pessoas infectadas.
Não houve nenhuma prova definitiva de que os esporos do S. chartarum e de outros fungos criam sérios riscos à saúde das pessoas. Embora as micotoxinas possuam propriedades como citotoxicidade e provoquem impactos negativos nos tecidos vivos em laboratórios, a pesquisa sobre seus efeitos reais na saúde humana é relativamente nova. Mas a investigação sobre como as micotoxinas funcionam se tornou prioridade.
Motivadas pelas mortes dos bebês em Cleveland, no início da década de 90, organizações como o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) e a EPA - Agência de Proteção do Meio-Ambiente (em inglês) começaram a juntar provas e criar bancos de dados sobre os fungos tóxicos e sobre a maneira de combatê-los. Aprenda na próxima seção a proteger sua casa de fungos - tóxicos ou não.
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