Anticoncepcionais injetáveis mensais e trimestrais

Autor: 
Isabela Benseñor

Injetáveis mensais

Muitas mulheres optam, atualmente, pelas injeções à base de estrógenos e progestágenos aplicados por via intra-muscular usados mensalmente em vez dos comprimidos po via oral.

Diferentemente das pílulas por via oral que usam estrógenos sintéticos, os estrógenos utilizados nos contraceptivos injetáveis são naturais e acarretam menos efeitos colaterais. Os estrógenos mais utilizados nos contraceptivos injetáveis são o cipionato de estradiol, enantato de estradiol ou valerato de estradiol. Os progestágenos  mais utilizados são o acetato de medroxiprogesterona, enantato de noretindrona e o aetofenido diidroprogesterona. A principal vantagem dos anticoncepcionais injetáveis é que a mulher não tem que lembrar todo dia de tomar a pílula, diminuindo o risco de uma falha.

O mecanismo de ação é o mesmo dos contraceptivos hormonais orais: bloqueio da ovulação e alteração da composição do muco cervical. São altamente eficazes com Índice de Pearl de 0,1-0,4 gestações por 100 mulheres no primeiro ano de uso. A eficácia é imediata. Podem ser excelentes opções para mulheres que se beneficiam dos contraceptivos hormonais, mas se esquecem de tomar a pílula com grande freqüência. Após interromper o uso, a mulher volta  ser fértil muito rapidamente - depois de um mês de pausa.

Se a mulher tiver certeza de que não está grávida, a injeção pode ser aplicada em qualquer dia do ciclo , porém, o ideal é que seja aplicada entre o 1º e o 7º dia do ciclo menstrual. Se a mulher não estiver amamentando após o parto, a injeção pode ser tomada após três semanas. Já se a mulher amamentar, a injeção deve ser tomada após seis meses ou se a amamentação acabar antes disso, a injeção pode ser tomada logo, não sendo necessário esperar pela menstruação.

Injetáveis trimestrais

É composto por acetato de medroxiprogesterona de depósito e aplicado por via intra-muscular. Inibe a ovulação por supressão das gonadotrofinas, alteração do muco cervical e do endométrio. O Índice de Pearl é de 0,3 gestações a cada 100 mulheres por ano.

Os efeitos colaterais mais comuns são irregularidades menstruais ou amenorréia e ganho de peso além de enxaqueca, dor nas mamas e redução da libido.

Pode ser usada em mulheres de qualquer idade e durante a amamentação. A grande desvantagem é que, após a interrupção, a mulher só voltará a ser fértil a partir de mais de seis meses podendo chegar a um ano. Portanto, não ocorre volta imediata da fertilidade nas injeções de uso mensal.

A primeira injeção deve ser aplicada até o 5° dia do ciclo menstrual ou 7° dia após o parto. A injeção deve ser aplicada por via intra-muscular profunda, nas nádegas. Uma nova dose deve ser aplicada a cada 90 dias.