É um método anticoncepcional muito utilizado, porém tem que ser colocado pelo ginecologista. Pode ser de plástico, de cobre ou estar associado à liberação de progesterona. No Brasil, existe somente um modelo de DIU com liberação de progesterona, que é o Mirena (levonorgestrel).
Tipos de DIU
DIU de cobre: é feito de plástico, com um filamento de cobre na haste vertical (MLCu-375) ou na vertical e nas horizontais (TCu-380A)
DIU que libera hormônio:é feito de plástico, com uma haste vertical que libera levornorgestrel.
DIU inerte ou não medicado: modelo antigo que já não é mais utilizado, mas algumas mulheres ainda estão com ele. Deve ser retirado após a menopausa.
![]() Imagem cedida pelo Anticoncepção Online Modelos de DIUs de cobre |
| Modelos de DIU com cobre | Características |
| TCu 200 | Revestido com 200 mm2 de fios de cobre na haste vertical |
| MLCu 375 Standard MLCu 375 Slim |
Revestidos com 375 mm2 de cobre na haste vertical |
| TCu 380 A | Revestido com 314 mm2 de cobre na haste vertical e dois anéis de 33 mm2 de cobre em cada haste horizontal |
Taxa de falha e duração do vários modelos dos DIU de cobre
| Modelo | Taxa de falha/ano/ por 100 mulheres | Duração recomendada |
| TCu 380A | 0,3 | 10 anos |
| Multiload Cu 250 | 1,2 | 3 anos |
| Multiload Cu 375 | 1,4 | 5 anos |
| TCu 200 | 2,3 | 3 anos |
| Nova T | 3,3 | 5 anos |
Um dos efeitos colaterais mais freqüentes do uso do DIU é o aumento do fluxo menstrual em quantidade e duração, com aparecimento de cólicas (dismenorréia) e sangramento entre as menstruações. Também pode haver desconforto no momento da colocação. O DIU é de longa duração e não depende em nada da usuária. Tem que ser colocado por ginecologista. Não interfere na atividade sexual da mulher.
Outras complicações podem ocorrer no momento da inserção: perfuração, do útero, cólica e reação vaso-vagal (uma queda da freqüência de batimentos cardíacos por estimulação do nervo vago pela manipulação do colo do útero). O DIU também pode sair do lugar ou ser eliminado sem que a mulher perceba, com risco de gravidez. O exame ginecológico com visualização do fios na vagina confirma o diagnóstico. Além do exame ginecológico, o exame de ultra-sonografia pode determinar se o DIU está na posição correta.
O DIU é um método muito útil em mulheres que não podem usar métodos hormonais. É um método muito durável e de grande eficácia. Não deve ser colocado em mulheres com algum tipo de infecção pélvica ou pós-parto/aborto.
Inserção do DIU
O DIU deve ser inserido pelo ginecologista durante o período menstrual, porque o canal cervical fica mais dilatado, facilitando a sua colocação. Esse procedimento pode ser realizado em consultório médico e não necessita anestesia. A mulher pode ser medicada com antiespasmódico um pouco antes da colocação do DIU para diminuir a cólica. Cada modelo de DIU tem instruções específicas de colocação que devem ser respeitadas. A mulher pode ser ensinada a verificar periodicamente a colocação do DIU pelo toque vaginal.
DIU com progesterona (levorgenestrel)
Este é um contraceptivo com ação endometrial (endoceptivo) que libera 20 mcg de levorgenestrel por dia na cavidade uterina. A duração do efeito hormonal é de cinco anos. O levorgenestrel provoca atrofia do endométrio, espessamento do muco cervical, e dificulta a passagem dos espermatozóides pela cavidade uterina. Apresenta eficácia bastante elevada.
![]() Imagem cedida pelo Anticoncepção Online DIU com progesterona |
Sua grandes vantagens incluem a alta eficácia para evitar gravidez, o uso de longa duração e o fato da mulher voltar rapidamente a ser fértil após sua retirada. A diminuição do sangramento provocada pela atrofia do endométrio é muito útil em mulheres com sangramento tão intenso que leva à anemia ferropriva ou mulheres com muita cólica durante a menstruação (dismenorréia). O DIU não aumenta o risco de infecções.
É contra-indicado para mulheres com infecções genitais, neoplasias uterinas, miomas e nas contra-indicações formais de uso de hormônios como presença de tromboembolismo ou câncer de mama.
Deve ser instalado pelo médico entre o 1º e o 7º dia do ciclo menstrual. Sua inserção é feita por profissional acostumado a realizar o procedimento. Recomenda-se um retorno em um mês para avaliar a posição e depois disso, alguns retornos anuais.