Como funcionam os hormônios femininos

Autor: 
Linda Hughey Holt, M.D.

Hormônios são compostos químicos produzidos em pequenos órgãos chamados de glândulas. Os hormônios circulam pelo corpo, normalmente usando a corrente sangüínea, e alteram ou regulam o funcionamento de outros órgãos e estruturas. Na verdade, a liberação de hormônios é uma das maneiras usadas pelas diferentes partes do corpo para se comunicar. Os hormônios importantes para nós hoje são o estrógeno, a progesterona e a testosterona. Eles são fabricados nos ovários da mulher, as glândulas sexuais em forma de amêndoa localizadas na pélvis e que também produzem os óvulos.

Essas glândulas sexuais ficam ativas durante o desenvolvimento do feto, mas permanecem relativamente inativas durante a infância. Então, na puberdade, as glândulas sexuais entram realmente em ação para produzir o desenvolvimento e o desejo sexual, além das variações de humor que todos associamos a essa fase. Depois disso, a maioria das mulheres entra em um padrão mais ou menos regular de ovulação.

Hormônios como o estrógeno regulam e controlam várias funções do corpo humano, incluindo o ciclo menstrual
2006 Publications International, Ltd.
Hormônios como o estrógeno regulam e controlam várias funções
do corpo humano, incluindo o ciclo menstrual

Os ovários produzem estrógeno e progesterona, assim como vários outros hormônios, de maneira cíclica, e os níveis desses hormônios sobem e descem com a ovulação. Para a maioria das mulheres, esse ciclo é mensal, interrompido de vez em quando pela gravidez ou por situações de estresse.

Sendo considerado o principal hormônio feminino, o estrógeno forma o revestimento do útero, estimula o tecido do seio e deixa a parede vaginal mais espessa. Além disso, também afeta todos os outros órgãos do corpo. O estrógeno tem um papel essencial na composição óssea e acredita-se que tenha efeitos protetores importantes no sistema cardiovascular.

A progesterona, que é produzida somente durante a segunda metade do ciclo menstrual, prepara o revestimento do útero para que um óvulo possa ser implantado, mas esse hormônio também produz outros efeitos importantes em vários dos tecidos sensíveis ao estrógeno. Já a testosterona, também produzida nos ovários, desempenha um papel no estímulo do desejo sexual, na geração de energia e no desenvolvimento da massa muscular.

O equilíbrio dos hormônios em seu corpo é afetado por vários fatores. A glândula pituitária, na base do crânio, e seus ovários se comunicam constantemente através de seus respectivos hormônios, controlando alterações nos níveis hormonais do ciclo mensal e a produção de óvulos. A pituitária produz o hormônio folículo estimulante (FSH) e outros hormônios. Estresse, peso corporal, horário do dia, período do mês e quaisquer medicamentos que você esteja tomando podem causar alterações temporárias em seus níveis hormonais.

A menopausa traz mudanças permanentes e importantes para os níveis de hormônio e para o equilíbrio hormonal de seu corpo. Os ovários interrompem a produção de óvulos e a produção de seus hormônios. Mas isso tudo não acontece de uma vez só. Quando se aproximam dos 40, muitas mulheres produzem menos progesterona, o que pode levar a menstruações mais fortes e freqüentes no início do processo de "perimenopausa". Então, a produção de estrógeno dos ovários diminui gradativamente. A flutuação na produção de estrógeno e, posteriormente, a falta de estrógeno são as principais responsáveis pelos desconfortos e preocupações com a saúde associadas à menopausa.

Níveis de estrógeno que flutuam e caem confundem seu termostato interno, causando instabilidade vasomotora, o nome científico do processo que causa as ondas de calor. O que também é afetado pela redução drástica dos níveis de estrógeno são o ciclo de sono e uma parte do tônus muscular, principalmente na área pélvica. Na próxima seção, vamos explorar esse processo tão controverso.

Estas informações são apenas para fins ilustrativos. ELAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS CONSELHOS MÉDICOS. Nem os editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas neste artigo. A publicação dessas informações não constitui prática da medicina e elas não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área da saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional da área de saúde.