Vacinação e profilaxia

Autor: 
Isabela Benseñor

O controle epidemiológico das infecções meningocócicas e por Haemophilus influenzae tipo B se dá com a vacinação, a quimioprofilaxia entre os contactantes e o isolamento dos pacientes por até 24 horas após o início da antibioticoterapia.

A prevenção da meningite por hemófilos é feita pela vacina conjugada que faz parte do calendário vacinal (no Brasil, a partir dos 2 meses de idade). Há vacinas para meningite para os meningococos tipo A e tipo C, mas elas só devem ser utilizadas em epidemias. Entretanto, ainda não está disponível vacina eficaz na prevenção da meningite por meningococos do tipo B. A vacinação para o pneumococo pode ser administrada a partir dos 7 meses, sendo recomendada para idosos acima dos 65 anos, adultos com doenças crônicas (portadores de doenças cardiopulmonares, diabetes mellitus, fístulas liqüóricas e esplenectomizados) e pacientes imunocomprometidos (incluindo os infectados pelo HIV).

Contactantes domiciliares não vacinados de pacientes com meningite meningocócica devem receber quimioprofilaxia. Também se indica profilaxia em:

  1. Crianças que freqüentem as mesmas creches e escolas
  2. Profissionais de saúde e
  3. Outras pessoas que entrem em contato com secreções do paciente.

No caso das meningites por hemófilos, a quimioprofilaxia deve ser feita em contactantes apenas se houver crianças menores de 5 anos habitando na residência do caso-índice. Também deve ser feita em creches e pré-escolas, apenas após o 2º caso confirmado, quando houver comunicantes próximos menores que 2 anos.

Meningite tuberculosa

A meningite tuberculosa é uma das apresentações da tuberculose no sistema nervoso central. Apresenta evolução clínica subaguda, com um pródromo de 2-3 semanas de mal-estar, febre baixa e dores musculares, e que é seguido por uma fase rápida de disseminação meníngea. O diagnóstico também é feito pelo líquor.