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Tratamento da meningite bacteriana
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Tratamento da meningite bacteriana
A meningite bacteriana é um dos grandes exemplos de como a introdução dos antibióticos em larga escala após a Segunda Guerra Mundial mudou o destino de algumas infecções como a meningite e as pneumonias. A mortalidade no início do século 20 por meningite chegava a alcançar quase 75% dos pacientes. Nas três primeiras décadas do século 20, a mortalidade por esta infecção atingia níveis de 70% a 75% para as meningites meningocócicas e 98% para as meningites causadas por hemófilos e 100% para as causadas por pneumococo. O uso de antimicrobianos, desde a década de 1930, reduziu drasticamente esses índices. Recentemente, novos estudos mostraram que além do antibiótico, o uso de dexametasona, um tipo de corticosteróide diminuiu drasticamente o número de pacientes com seqüelas da infecção principalmente nas causadas por pneumococos.
Como nunca se sabe exatamente qual o tipo de meningite que o paciente apresenta, o esquema antibiótico inicial deve sempre cobrir os pneumococos (o principal agente em todos os grupos etários, com exceção dos neonatos) e meningococos. Recém-nascidos recebem um esquema especial.
Apesar do desenvolvimento de antibióticos mais efetivos, as meningites bacterianas ainda são causa de elevada mortalidade e, nos casos que sobrevivem, de seqüelas neurológicas. Quanto mais cedo iniciado o tratamento melhor o prognóstico.
Complicações e seqüelas
Aproximadamente 20% a 50% das meningites bacterianas evoluem com seqüelas neurológicas após a cura. A seqüela mais comum é a surdez, mas também são freqüentes o retardo mental, as dificuldades de aprendizado e as convulsões (ataques epilépticos). O pneumococo é a bactéria causadora da meningite que mais se associa com seqüelas neurológicas e elas costumam ser mais graves nos pacientes mais jovens.
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Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Isabela Benseñor. "HowStuffWorks - Como funciona a meningite". Publicado em 30 de maio de 2008 (atualizado em 09 de junho de 2008) http://saude.hsw.uol.com.br/meningite4.htm (26 de novembro de 2009)