Tomografia por emissão de pósitrons (PET)

A PET produz imagens do organismo pela detecção da radiação emitida por substâncias radioativas. Essas substâncias são injetadas no corpo, sendo normalmente marcadas com um átomo radioativo, como carbono-11, flúor-18, oxigênio-15, ou nitrogênio-13, que têm um tempo de decaimento curto. Esses átomos radioativos são formados bombardeando substâncias químicas normais com nêutrons, para criar isótopos radioativos de meia vida curta. A PET detecta os raios gama emitidos no local onde um pósitron, emitido da substância radioativa, colide com um elétron no tecido (Figura 1).


Figura 1

Em uma varredura PET, uma substância radioativa é injetada no paciente, e este é colocado sobre uma mesa plana que se move gradualmente através de uma cobertura em forma de anel. Esta cobertura contém um arranjo circular de detectores de raios gama (Figura 2), que possui uma série de cristais de cintilação, cada um conectado a um tubo fotomultiplicador. Os cristais convertem os raios gama emitidos do paciente em fótons de luz, e os tubos fotomultiplicadores convertem os fótons em sinais elétricos e os amplificam. Estes sinais elétricos são então processados pelo computador para gerar imagens. A mesa é então movida, e o processo é repetido, resultando em uma série de imagens de finas fatias do corpo na região de interesse (por exemplo, cérebro, seios, fígado). Essas imagens de fatias podem ser montadas em uma representação tridimensional do corpo do paciente.


Figura 2

A PET mostra imagens da corrente sangüínea ou outras funções bioquímicas, dependendo do tipo de molécula que é radioativamente marcada. Por exemplo, a PET pode exibir imagens do metabolismo da glicose no cérebro, ou alterações rápidas da atividade de várias partes do corpo. Entretanto, existem poucas clínicas com PET no país porque elas precisam estar próximas a um acelerador de partículas que produza os radioisótopos de meia vida curta usados nessa técnica.