O Atlas Cerebral: como utilizamos os mapas cerebrais

A neuroinformática envia todos os dados que temos no cérebro para a internet de uma forma útil. Essas informações incluem imagens, modelos de comportamento neurológico e mapas dos genes que são "ativados" em diferentes regiões cerebrais. Tornando os dados compartilháveis e pesquisáveis, os cientistas podem usar os resultados de outros estudos e descobrirem mais.

mapeamento cerebral
© istockphoto.com / Vasiliy Yakobchuk
O Atlas Cerebral pode ser um importante aliado no tratamento de doenças graves

Engenheiros estão desenvolvendo softwares para auxiliar os pesquisadores a compartilharem e compararem dados. Agora, o software analisa, por exemplo, se as ressonâncias magnéticas de pacientes com Alzheimer com cérebros de tamanhos e formas diferentes apresentam aspectos cerebrais similares. Os homens com certa arquitetura cerebral são predispostos ao transtorno bipolar? Essa questão, e muitas outras, um dia poderão ser sanadas por programas de computador que reanalisam imagens de pacientes antigos, ao invés de estudarem novos casos.

Veja alguns exemplos de atlas cerebrais em que os pesquisadores podem buscar respostas:

  • Atlas Allen do cérebro do rato: o cérebro do rato expressa 21 mil genes. Os pesquisadores cortaram o cérebro e marcaram o local onde cada gene é expresso. Os visitantes podem ver fotos ou modelos tridimensionais do órgão no local do gene em questão [fonte: Instituto Allen para a Ciência Cerebral (em inglês)].

  • Atlas Allen do Córtex Humano: o córtex cerebral nos possibilita pensar, racionalizar e lembrar. Os pesquisadores fizeram o mesmo corte e também marcaram os locais onde mil genes, ou mais, são expressos. Você pode até navegar pelas imagens [fonte: Instituto Allen para a Ciência Cerebral].

  • Atlas completo do cérebro: armazena imagens do cérebro humano enquanto ele envelhece e luta contra doenças [fonte: Becker (em inglês)].

As imagens não são as únicas fontes de informação. Veja alguns exemplos de bases de dados que os pesquisadores utilizam:

  • O NeuronDB fornece diagramas de neurônios específicos do cérebro humano e diz o que os fazem queimar [fonte: Marenco (em inglês)].

  • O ModelDB armazena modelos matemáticos de como os neurônios e as redes de neurônios enviam sinais elétricos. "A combinação de milhões de células fazendo isso se transforma em movimento, sensação, cognição, emoção e experiência humana", diz Wilson. "Para fazermos um modelo da função cerebral, nós partimos disso" [fonte: Shepherd].

Agora que conseguimos mapear o cérebro humano, quão longe nós chegamos? Já terminamos? Estamos perto de terminar? Descubra na próxima página.