Malária: dos sintomas à prevenção

Os sintomas da malária "sem complicações" podem variar de nenhum a muito brandos. Os sintomas similares à gripe são causados por toxinas liberadas quando células vermelhas do sangue se rompem e os parasitas saem para infectar outras células.

Na malária grave, as infecções são complicadas pelo metabolismo ou anormalidades sangüíneas e por graves falhas nos órgãos, podendo resultar na morte. O período de incubação (o tempo entre o início da infecção e o aparecimento dos sintomas) normalmente dura de nove a 30 dias, dependendo do tipo de parasita. Em alguns tipos de infecções, os sintomas podem não aparecer por meses.

Sintomas da malária
Malária sem complicações
Malária
com complicações
Ataques de febre
Malária cerebral, com comportamento anormal, consciência prejudicada, ataques, coma ou outras anormalidades neurológicas
Calafrios
Anemia grave
Suor
Sangue na urina
Dores de cabeça
Fluido nos pulmões (edema pulmonar)
Náusea e vômitos
Desconforto respiratório agudo (ARDS)
Diarréia branda
Anormalidades de coagulação sangüínea
Dores no corpo
Colapso cardiovascular e choque
Mal-estar geral

Fontes: CDC, Roll Back Malaria Partnership

Diagnóstico

Apesar de haver suspeita de malária com base nos sintomas de um paciente, um diagnóstico definitivo exige testes laboratoriais para identificar os parasitas ou seus componentes. O método preferido e mais confiável para diagnosticar malária é examinar uma gota de sangue sob o microscópio. Colocando o sangue e espalhando a amostra com um esfregaço em uma lâmina, os parasitas são facilmente visualizados, e cada um dos quatro tipos possui características distintas.


Foto cedida por Dr. Mae Melvin/CDC
Uma fotomicrografia de um esfregaço de sangue mostrando células vermelhas do sangue que contêm parasitas P. vivax em desenvolvimento, ampliados 1000 vezes

Testes de diagnóstico rápido (RDTs) oferecem uma alternativa quando a microscopia não está disponível. RDTs, que detectam antígenos derivados dos parasitas, na maioria das vezes usam uma fita ou vareta e fornecem resultados em dois a dez minutos. Esses testes estão sendo usados em alguns países, mas eles não são aprovados pela Administração Federal de Alimentos e Medicamentos para uso nos Estados Unidos. Uma técnica de diagnóstico molecular, que detecta material genético parasítico, é mais precisa do que a microscopia, mas é cara e exige um laboratório especializado.

Em áreas onde a malária é comum, como determinados países africanos, os postos de saúde rurais carecem de microscópios e pessoal treinado. Nesses casos, os funcionários presumem que uma pessoa com febre, que não tem uma causa óbvia, tem malária e tratarão a doença no paciente.

No Brasil, a luta é constante contra a malária. O país tem investido para que haja sua erradicação. O Ministério da Saúde investe anualmente recursos da ordem de R$ 27 milhões no repasse de equipamentos e viaturas, medicamentos e inseticidas, bem como na capacitação de pessoal, para estados e municípios. Esses e outros fatores culminaram, em 2006, numa redução de aproximadamente 60 mil casos dessa doença, que corresponde a cerca de 10% em relação ao ano de 2005. [Fonte: Ministério da Saúde]

Tratamento e prevenção da malária

Prevenindo

Em 2001 foi criada a Rede Amazônica de Vigilância da Resistência às Drogas Antimaláricas (Ravreda), que atua hoje em todos os componentes do Programa de malária. Participam dessa rede: Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. No Brasil, a coordenação está a cargo da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde implantou, em 2003, o Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM), cujos objetivos principais são: reduzir a incidência da doença, diminuir o número de ocorrência de formas graves, reduzir a taxa de mortalidade e letalidade, minimizar o problema da transmissão em áreas urbanas e manter a ausência da doença em locais onde a transmissão já não existe. Para atingir esses objetivos o PNCM utiliza várias estratégias:

  • diagnóstico precoce
  • tratamento adequado para cada caso
  • intervenções seletivas para o controle vetorial
  • detecção imediata de epidemia
  • maior envolvimento local na execução das medidas de controle e monitoramento
  • avaliação regular do comportamento da doença em sua abrangência territorial

[Fonte: Ministério da Saúde].


A malária é curável se os medicamentos corretos forem usados pelo período correto. Como alguns tipos de parasitas em algumas regiões desenvolveram resistência ao medicamento antimalária mais comumente usado, um diagnóstico preciso é essencial para selecionar o tratamento adequado. Se você estiver em uma área onde a malária é comum e desenvolver sintomas similares à gripe, faça um teste imediatamente. Um tratamento rápido pode evitar que a infecção cause mais danos e se espalhe para outras pessoas. Você pode aprender mais sobre os medicamentos específicos usados para tratar malária em Como funcionam os medicamentos contra a malária (em inglês).

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Foto cedida pela Amazon.com
Usar mosquiteiros em áreas onde a malária é
comum é uma forma de prevenir a exposição

Ao viajar para áreas onde a malária é comum, você deve evitar a exposição quando possível, usar mosquiteiros tratados com inseticida, vestir roupas protetoras e usar repelente de insetos. Antes de viajar para países tropicais, visite o site do CDC Saúde do viajante: informações regionais sobre malária (em inglês) para saber quais medicamentos de prescrição específica lhe oferecerão proteção contra essa grave doença. O CDC também fornece orientações especificas sobre como proteger-se contra mosquitos em seu site Saúde do viajante: proteção contra mosquitos e carrapatos (em inglês).

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